quarta-feira, 2 de maio de 2007

Stop Making Sense (Special Edition) - THE TALKING HEADS

1 Psycho Killer 4:24
2 Heaven 3:41
3 Thank You for Sending Me an Angel 2:09
4 Found a Job 3:15
5 Slippery People 4:00
6 Burning Down the House 4:06
7 Life During Wartime 5:51
8 Making Flippy Floppy 4:40
9 Swamp 4:30
10 What a Day That Was 6:00
11 This Must Be the Place (Naive Melody) 4:57
12 Once in a Lifetime 5:25
13 Genius of Love [Tom Tom Club] 4:30
14 Girlfriend Is Better 5:06
15 Take Me to the River 5:32
16 Crosseyed and Painless 6:11

Eis o cd que me tem acompanhado nestes últimos dias. Versão revista e aumentada da edição de 1984. Nesta re-edição já se encontra todo o alinhamento do filme/documentário realizado por Jonathan Demme (Silêncio dos Inocentes), ao longo de 3 noites em Dezembro de 1983. Captado no Hollywood's Pantages Theater testemunha o final da digressão Speak in Tongues, naquela que foi a última "grande" digressão dos Talking Heads.
David Byrne inicia o concerto sozinho, acompanhado apenas de uma guitarra acustica e de um leitor de cassetes, e arranca com Psycho Killer. Ao longo dos primeiros 4 temas a banda vai-se reunindo a pouco e pouco até chegar a Slippery People, uma das preferidas aqui do autor, em que já temos a banda num todo, acompanhada das vozes de Edna Holt e Lynn Mabry (Brides of Funkenstein), do teclista Bernie Worell (Parliament-Funkadelic), do percussionista Steve Scales, e do guitarrista Alex Weir (Brothers Johnson). Burning Down the House é arrebatador, envolvente e grandioso, muito grande mesmo. Este titulo, surge de um concerto dos Funkadelic, em que Chris Frantz (baterista dos Talking Heads) estava presente, e no qual a audiência esteve constantemente a entoar "burn down the house!". No gig seguinte, no qual foi criado o tema, Chris esteve o tempo todo a gritar esta mesma expressão. Presumo que deve ter sido essa a sensação de quem
esteve presente nestes concertos. O concerto é muito ritmado, ninguem pára.
Temos um tema, What a Day That Was, do album solo de David Byrne "Catherine Wheel" e logo a seguir vem This Must be the place com a sua encantadora melodia. Once In a Lifetime dispensa apresentações.
Pausa para "Tom Tom Club", projecto paralelo de Chris Frantz e Tina Weymouth, com o tema Genius of Love e arranque para o final com Girlfriend Is Better. Temos ainda Take me To The River de Al Green e o fim electrizante de Crosseyed and Painless.
Ideal é ouvir o cd e ver o filme, combinação perfeita. No filme apercebemo-nos que David Byrne é, de facto, um frontman imparável, muito energético e criativo. A sua dança com o candeeiro em This must be the place é divertidissima, sem referir outras tantas situaçoes.

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