quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Neon Ballroom - SILVERCHAIR


1 Emotion Sickness 6:01
2 Anthem for the Year 2000 4:07
3 Ana's Song (Open Fire) 3:42
4 Spawn Again 3:31
5 Miss You Love 4:00
6 Dearest Helpless 3:34
7 Do You Feel the Same 4:18
8 Black Tangled Heart 4:33
9 Point of View 3:35
10 Satin Sheets 2:24
11 Paint Pastel Princess 4:33
12 Steam Will Rise 5:18

Os Australianos Silverchair foram uma das bandas que melhor assimilou a sonoridade mais Rock que dominou os anos 90. Liderados desde cedo por um muito jovem, e criativo, Daniel Johns que assumia a voz e a guitarra, assim como a maioria das composições do tambem jovem trio Australiano, editavam em 1999 este "Neon Ballroom", o seu terceiro album de originais.
Talvez por na altura se estar no limiar do século, e a expectativa de uma nova época era alta, os Silverchair terão decidido enveredar por diversos arranjos de orquestra para alguns dos temas e o resultado terá ficado um pouco aquém do pretendido, muito provavelmente pela falta de maturidade da banda. Confesso que arranjos orquestrais em bandas de Rock foi coisa que nem sempre me agradou.
Os momentos que mais entusiasmo me criaram neste CD foram precisamente os mais possantes e mais agressivos, "Spawn Again", um manifesto agressivo, e gritante, sobre o mau trato de animais, "Dearest Helpless", reminiscência dos Nirvana, e "Satin Sheets", um pequeno tema de batida rápida em ritmo Punk/Metal. Refiro ainda outros temas como, "Anthem For The Year 2000", que foi a causa para a aquisição deste registo, "Do You Feel The Same", uma espécie de Blues bastante interessante, ou o bonito "Paint Pastel Princess".
Sem ser um album equilibrado, em termos de composição, tem mesmo assim bastantes referências a reter no repertório desta banda oriunda dos nossos Antípodas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

One By One - FOO FIGHTERS


1 All My Life 4:23
2 Low 4:29
3 Have It All 4:58
4 Times Like These 4:26
5 Disenchanted Lullaby 4:33
6 Tired of You 5:12
7 Halo 5:06
8 Lonely as You 4:37
9 Overdrive 4:30
10 Burn Away 4:59
11 Come Back 7:58

É o quarto registo de originais dos Foo Fighters, editado em 2002. Neste mesmo ano Dave Grohl deixava de lado as primeiras gravações deste album para se poder juntar aos Queens Of The Stone Age e assim participar nas gravações de "Songs For The Deaf". Após o fim das gravações de "Songs For The Deaf" voltou a agarrar neste trabalho e regravou tudo. O resultado foi este "One By One", um album difícil de encaixar às primeiras audições.
Há aqui uma espécie de falta de alma, o Rock continua a ser a palavra de ordem, os Riffs e as guitarras estão cá, assim como os ritmos, mas faltam por aqui momentos dignos de mérito. Quatro singles foram retirados deste trabalho, "All My Life", "Low", "Have It All" e "Times Like These", mas poderia referir outros temas, em lugar destes, que teriam a mesma importância.
Ao fim de algumas audições já começamos a conseguir distinguir algumas faixas e aí poderia salientar "Times Like These", um dos Singles retirados, o quase psicadélico "Disenchanted Lullaby" ou "Lonely As You". Obrigatória a referência a "Tired Of You", não só pela participação de Brian May, dos Queen, mas por ser a única faixa que foge à corrente geral do Cd. É um tema executado somente por Dave Grohl e por Brian May, duas guitarras eléctricas e voz, em que o guitarrista dos Queen emprega a sua sonoridade harmoniosa e ajuda a preencher o tema.
Ao que parece é um album que o próprio Dave Grohl quis esquecer, mas tambem não é assim tão mau como isso. Apenas lhe faltou alguns ingredientes, mas isso agora já não conta.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

The Pros and Cons of Hitch Hiking - ROGER WATERS


1 4.30 AM (Apparently They Were Travelling Abroad) 3:12
2 4.33 AM (Running Shoes) 4:08
3 4.37 AM (Arabs With Knives and West German Skies) 2:17
4 4.39 AM (For the First Time Today, Pt. 2) 2:02
5 4.41 AM (Sexual Revolution) 4:49
6 4.47 AM (The Remains of Our Love) 3:09
7 4.50 AM (Go Fishing) 6:59
8 4.56 AM (For the First Time Today, Pt. 1) 1:38
9 4.58 AM (Dunroamin, Duncarin, Dunlivin) 3:03
10 5.01 AM (The Pros and Cons of Hitch Hiking, Pt. 10) 4:36
11 5.06 AM (Every Stranger's Eyes) 4:48
12 5.11 AM (The Moment of Clarity) 1:28

Edição em Cd desta espectacular obra de Roger Waters editada originalmente em 1984. No seguimento do último album de originais dos Pink Floyd, com Roger Waters, em 1983, o líder "incontestado" decide continuar com uma carreira solo e começou por criar esta obra magnífica baseada ainda no conceito aplicado em "The Final Cut" e com algumas reminiscências de "The Wall". A juntar a isto o facto de Waters ter ao seu lado músicos como Eric Clapton, na Guitarra Eléctrica, que nunca tocou em mais nenhum album como toca neste, Andy Newmark, na Bateria, David Sanborn, no Saxofone, a rasgar som como mais ninguem e que tão bem combina com a voz mais gritante de Waters, Michael Kamen, no Piano e a conduzir as Orquestrações, e Andy Bown, em Orgão Hammond e na Guitarra 12 cordas.
O conceito não é novo, é a imagem de marca de Waters, um album conceptual, baseado em sonhos e pesadelos, as horas antes dos títulos terão correspondência com as horas em que os sonhos, ou pesadelos, aconteceram. O ambiente é de filme com muitos diálogos e efeitos de som à mistura. Repleto de dinâmicas, Waters tanto nos embala em momentos ternos como explode em momentos gritantes, emocionais, que nos afligem a alma mas deliciam os ouvidos. A banda tem um papel importantíssimo ao ter de corresponder aquilo que Waters pretende, e a meu ver isso foi conseguido. Eric Clapton assume neste trabalho uma presença única que rivaliza com o autor, os solos de Clapton, tanto em frases curtas como diálogos, ou em solos mais longos, enchem todo o album com uma sonoridade impressionante. David Sanborn, de cada vez que aparece, corta o ar com os seus sons agudos e estridentes empregando uma espécie de continuidade à voz de Waters.
Se bem que o tema mais conhecido deste trabalho é "The Pros and Cons of Hitch Hiking Part 10" o album deve ser ouvido, e foi assim que foi feito, como um todo do princípio ao fim sem interrupções, e de preferência com auscultadores para se apanhar todos os diálogos que complementam o trabalho minuncioso de Roger Waters.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mensagens de Fumo - MIGUEL AMADO


1 Da Côr Do Fogo 6:11
2 Mensagens De Fumo 4:24
3 Terra Firme 7:05
4 Amesterdão De Bicicleta (F.Abreu) 6:10
5 One Last Day 5:01
6 Falaffel 5:10
7 Mr. Groove Box 7:11
8 Sonho Gringo 7:01
9 A Máscara Do Diabo 6:35
10 O Vírus 6:31

Bastante prazerosa a descoberta deste Cd. Nos limiares do Jazz de Fusão Miguel Amado, Baixo Eléctrico, oferece-nos este trabalho editado em 2004 totalmente preenchido com originais seus, excepção para "Amesterdão De Bicicleta" escrito por Francisco Abreu, e que surge neste mesmo tema como guitarrista convidado. O trabalho é muito consistente e nota-se uma grande coesão de grupo, a banda já estava habituada ao repertório, pois o grupo funciona como o Quarteto de Miguel Amado, ao vivo, e é composta por Guto Lucena, em Saxofone, Ruben Alves, nos Teclados e Vicky na Bateria.
Acima de tudo envidencio o facto de não se notar que estamos perante um grupo de Jazz Português, o som não é original mas por cá tambem não são muitos os músicos a interessarem-se, e enveredarem, por esta área mais contemporânea do Jazz, preferindo optar pela veia mais clássica. Temos assim uma espécie de lufada de ar fresco, e os músicos, autênticos virtuosos, contribuem bastante para que assim seja. O som de Saxofone de Guto Lucena é límpido e quase perfeito, Vicky é incansável na Bateria e não permite tempos mortos, Ruben Alves é bastante criativo na utilização dos sintetizadores e Miguel Amado revela-se um bom Baixista. Para além de bom executante é tambem um interessante compositor, os temas são bem estruturados com arranjos bastante pormenorizados.
Já referi a passagem de Francisco Abreu como Guitarrista convidado em "Amesterdão de Bicicleta", mas há que referir tambem a presença de Luis Moreno como Guitarrista, tambem, em "One Last Day".
É uma pena que não se dê tanta atenção a este tipo de trabalhos, em detrimento de tanta mediocridade que por cá se vê, resta-me espalhar a palavra na esperança de que vá chegando aos ouvidos de quem deve.