quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Pocket Revolution - dEUS


1 Bad Timing 7:07
2 7 Days, 7 Weeks 3:53
3 Stop-Start Nature 4:28
4 If You Don't Get What You Want 3:49
5 What We Talk About (When We Talk About Love) 4:48
6 Include Me Out 5:02
7 Pocket Revolution 6:01
8 Nightshopping 4:03
9 Cold Sun of Circumstance 5:44
10 The Real Sugar 3:58
11 Sun Ra 6:43
12 Nothing Really Ends 5:35

De raízes bem Europeias, tendo a Bélgica como origem, os dEUS surpreendem por serem tão eficazes e seguros naquilo que que nos oferecem, uma Pop sincera e cautelosa que soa muito bem e satisfaz plenamente. Num País sem grandes referências no universo Pop tal não deixa de ser surpreendente. Começando singelos vão crescendo pausadamente em pequenas, mas decididas, passadas para entrarem em momentos mais esfuziantes e plenos de poder. A banda percorre assim paisagens lineares tanto rurais como urbanas.
É pois assim que em 2006 os dEUS nos oferecem este CD, com uma distância de aproximadamente sete anos em relação ao trabalho anterior, e em que encontramos momentos como, "Bad Timing" que parece resumir tudo o que se disse no parágrafo inicial, o tema vai crescendo de intensidade à medida que vai evoluindo para se concluir num belo tema Pop mas explosivo. "If You Don't Get What You Want" é tambem de referir, como um tema mais Rockeiro, e de seguida vem dois temas de muito bom gosto, "What We Talk About", com o seu baixo corrido que segura o tema de princípio ao fim, à semelhança dos temas antigos dos U2, e "Include Me Out" que é de uma serenidade espantosa e faz lembrar Paul Simon na forma calma e melodiosa de cantar, muito giro. "Cold Sun Of Circumstance" é arrojado, com bom arranjo de guitarras e de vozes, "The Real Sugar" é uma espécie de Bossa, e "Sun Ra" é electrizante. Este tema tem como referência o estratosférico músico de Jazz, Sun Ra, mas não é Jazz é Rock e bastante eléctrico. A fechar o Cd vem a pérola deste trabalho, "Nothing Really Ends" é um bonito tema que tão bem ficaria na voz de Leonard Cohen, uma autêntica preciosidade de harmonia.
São bastas as influências mas de boa casta.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - ARTIC MONKEYS


1 The View From The Afternoon 3:38
2 I Bet You Look Good On The Dancefloor 2:53
3 Fake Tales Of San Francisco 2:57
4 Dancing Shoes 2:21
5 You Probably Couldn't See For The Lights You Were Staring... 2:10
6 Still Take You Home 2:53
7 Riot Van 2:14
8 Red Light Indicates Doors Are Secured 2:23
9 Mardy Bum 2:55
10 Perhaps Vampires Is A Bit Strong But... 4:28
11 When The Sun Goes Down 3:20
12 From The Ritz To The Rubble 3:13
13 A Certain Romance 5:31

Confesso que substimei a banda quando começaram a ser falados e apregoados nos Media. É impressionante a quantidade de novas bandas a aflorar semanalmente e todas são a "next big thing", como tal há que jogar à cautela.
Os Ingleses Artic Monkeys conseguiram reconhecimento e divulgação pela Internet. Através da circulação involutária das suas maquetes entre alguns fans o som da banda tornou-se conhecido e os fans foram crescendo um pouco por todo o lado, de tal forma que quando o disco saiu oficialmente, no ano de 2006, bateu os recordes de vendas em Inglaterra.
A jovem banda criou assim um trabalho que se revela bastante interessante através da sua sonoridade Rock, por vezes bastante dançável, apoiada em temas curtos, e energéticos, com duas guitarras que combinam muito bem entre si trocando acordes e solos simples mas eficazes. Podem fazer lembrar Franz Ferdinand, ou os Strokes, mas isso só revela que estão atentos ao que se passa à sua volta e que tem bom gosto.
"Fake Tales Of San Francisco", "Dancing Shoes", "Mardy Bum" e "When The Sun Goes Down" encontram-se entre os melhores momentos mas a última faixa, "A Certain Romance", encerra este trabalho de uma forma maravilhosa e fecha com a construção de um acorde que fica mesmo no ponto.
Digam lá o que disserem gostei mesmo desta rapaziada.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

The Golden Age Of Grotesque - MARILYN MANSON


1 Thaeter 1:14
2 This Is The New Shit 4:19
3 mOBSCENE 3:25
4 Doll-Dagga Buzz-Buzz Ziggety-Zag 4:10
5 Use Your Fist And Not Your Mouth 3:34
6 The Golden Age Of Grotesque 4:05
7 (s)AINT 3:42
8 Ka-Boom Ka-Boom 4:02
9 Slutgarden 4:06
10 "Spade" 4:34
11 Para-Noir 6:01
12 The Bright Young Things 4:19
13 Better Of Two Evils 3:48
14 Vodevil 4:39
15 Obsequey ( The Death Of Art) 1:35
16 Tainted Love (Cobb) 3:25

Grotesco, chocante e brutal, Marilyn Manson continua a ser o anjo do Mal, ou será do Bem, que nos apregoa a plenos pulmões que a civilização está em decadência e que o Mundo se encontra desinteressante, estupidificado e caótico. Nada de novo nos é apresentado portanto, pois estas questões não são novidade e como tal tambem este trabalho não acrescenta nada de novo à obra de Manson. Ao quinto album de estúdio mantêm-se o estilo agressivo, gritante, cercado por muralhas distorcidas de guitarras sustentadas em potentes Riffs que John Five debita em catadupa. Manson continua a ser o intérprete raivoso, prenho de ira e cólera, pronto a devastar os rebanhos, assim como a penitenciar-se, de forma dissimulada.
"This Is The New Shit" inicia a obra, após um pequeno interlúdio, como uma palavra de ordem, e de apresentação do trabalho, seguido de "mOBSCENE" que no coro feminino sugere, o tambem coro feminino de, "Be Agressive" dos Faith No More em Angel Dust de 1992. "The Golden Age Of Grotesque" tem ambiente de vaudeville ou "sejam bem vindos à peça que vos apresentamos, por aqui pode-se encontrar de tudo um pouco" e (s)AINT é imponente e um dos melhores momentos do album.
Ao décimo tema do alinhamento chamei "Spade", pois no grafismo do Cd só aparece o simbolo da Dama de Espadas. Este tema é um pouco mais calmo que o restante trabalho e é tambem uma boa canção de Rock. Já perto do fim é "Vodevil" que volta a despertar a atenção e a fechar está uma desinspirada versão de "Tainted Love" a que practicamente só se acrescentou a força das guitarras Mansonianas.
"Tainted Love" não faz parte do alinhamento original aparecendo como bónus em algumas edições, e esta é uma delas.
Apesar de tudo continuo a gostar, e apreciar, Marilyn Manson.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

The Legend Of Jesse James - VARIOUS ARTISTS


Side A
1 Ride Of The Redlegs (R.Crowell, J.Payne, L.Helm, R.Cash) 3:30
2 Quantrill's Guerrillas (L.Helm) 0:56
3 Six Gun Shooting (J.Cash) 3:46
4 Have You Heard The News (A.Lee) 1:42
5 Heaven Ain't Ready For You Yet (E.Harris) 3:58
6 Help Him, Jesus (J.Cash) 3:39
7 The Old Clay County (C.Daniels, L.Helm) 3:35
8 Riding With Jesse James (C.Daniels) 3:02
Side B
1 Hunt Them Down (A.Lee) 3:33
2 Wish We Were Back In Missouri (E.Harris) 4:06
3 Northfield: The Plan (L.Helm) 4:04
4 Northfield: The Disaster (C.Daniels) 3:04
5 High Walls (L.Helm) 3:16
6 The Death Of Me (J.Cash, L.Helm) 3:07
7 The Plot (P.Kennerly) 0:53
8 One More Shot (L.Helm, E.Harris) 5:11

Paul Kennerly é um autor, intérprete e produtor Inglês que, encantado pelo Country, e pelo som de Waylon Jennings em particular, se dedicou a este género e que em 1983 o levou mesmo a mudar de armas e bagagens para Nashville, Tenesse. Paul Kennerly é o autor desta obra conceptual que conta a história do Lendário Jesse James através das vozes de Levon Helm, Johnny Cash, Emmylou Harris e Charlie Daniels, só para mencionar os principais intérpretes, e há tambem a Guitarra de Albert Lee.
Editado originalmente em 1980 este Lp prende a atenção pelos nomes que participam no trabalho e tal reflecte-se no resultado final. É um bom trabalho de música Country em que a participação de Albert Lee na Guitarra Eléctrica dá um toque mais Rock à coisa, assim como a presença de Levon Helm, Voz e Bateria, que fazia parte dessa banda mítica que foram os The Band. O album é composto por vários tipos de canções, sugeridas consoante as situações da história vão sendo retratadas. A Emmylou Harris coube o papel da esposa, e prima, de Jesse James, e os temas em que participa são as duas baladas, "Heaven Ain't Ready For You Yet" e "Wish We Were Back In Missouri". Levon Helm tem o "papel principal" que é o do próprio Jesse James, desde a adolescência até ao fim dos seus dias, e os seus temas identificam-se plenamente pela sua interpretação. A Johhny Cash coube a tarefa de interpretar o irmão mais velho de Jesse James, uma espécie de conselheiro, e aparece por aqui tambem no seu registo habitual. Por fim Charlie Daniels, que canta e toca Violino, tem o papel de Cole Younger, o amigo mais chegado de Jesse, e que acaba por ser dos quatro intérpretes o que mais próximo se encontra do verdadeiro estilo Country. Por último há que referir a grande presença de Albert Lee nas Guitarras, Eléctrica e Acústica. A sua presença é grande e ajuda bastante na criação de uma sonoridade atraente e preenchida, mesmo um ouvinte que não aprecie o género dificilmente conseguirá ignorar o som deste mestre da Guitarra.
Não é uma banda sonora, mas se calhar pode-se considerar uma Ópera-Country.

sábado, 26 de Setembro de 2009

The Fire Inside - BOB SEGER AND THE SILVER BULLET BAND


1 Take A Chance 3:41
2 The Real Love 4:40
3 Sightseeing 3:39
4 Real At The Time 3:53
5 Always In My Heart 4:14
6 The Fire Inside 5:56
7 New Coat Of Pain (Waits) 3:26
8 Wich Way 3:57
9 The Mountain 6:45
10 The Long Way Home 4:25
11 Blind Love (Waits) 4:22
12 She Can´t Do Anything Wrong (Davis, Richmond) 3:38

Depois de uma produtiva década de 70 recheada de bons momentos e de uma década de 80 mais calma, mas com êxitos, Bob Seger entrou nos anos 90 de uma forma discreta e pouco produtiva, acabando esta década por se resumir a dois trabalhos editados sendo este "Fire Inside" um deles, editado em 1991. Mantendo a fórmula da sonoridade Rock, tão Americana como a de Bruce Springsteen, Bob Seger rodeou-se de uma série de artistas que ajudaram a completar este trabalho, por aqui passam nomes como: Bruce Hornsby, Acordeão em "Sightseeing" e Piano na balada "Always In My Heart", Roy Bittan, Piano em "The Fire Inside", Joe Walsh, que disputa com Seger o solo de Guitarra em "The Mountain", Bill Payne, Piano em "New Coat Of Pain" e "Blind Love", dois temas originais de Tom Waits, Kenny Aronoff, Bateria na maioria dos temas, a dupla rítmica, Bob Glaub, no Baixo, e Russell Kunkel, Bateria, asseguram essa secção em "The Fire Inside", Steve Lukather, Guitarras acústica e eléctrica, Rick Vito, Guitarra electrica, ...
Num album com nove temas originais e três versões Bob Seger dá aquilo que melhor saber fazer sem grandes novidades, é um album honesto impregnado de boas canções Rock. Uma espreita ao Country em "Sightseeing", duas bonitas baladas, "Always In My Heart" e "Take Me Home", e um bom fecho Rock 'n Roll com a versão de "She Can't Do Anything Wrong".

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Kilroy Was Here - STYX


Side A
1 Mr. Roboto 5:28
2 Cold War 4:27
3 Don't Let It End 4:56
4 High Time 4:33
Side B
1 Heavy Metal Poisoning 4:57
2 Just Get Through This Night 6:06
3 Double Life 3:46
4 Haven't We Been Here Before? 4:06
5 Don't Let It End (Reprise) 2:22

Os Norte-Americanos Styx foram mais uma banda que se embrenhou inicialmente nos meandros do Rock Progressivo mas acabou por evoluir para uma sonoridade mais comercial. Tornaram-se no género que defino de Rock FM, melodias bonitas, bem trabalhadas, e refrões de ficar no ouvido. As estruturas são harmonicamente perfeitas e as canções soam todas muito bem apoiadas por valiosos Riffs.
Este trabalho foi editado originalmente em vynil em 1983 e practicamente ditou o fim da banda, apesar de mergulhado em sucesso de vendas. É um album conceptual, baseado num futuro robotizado em que o Rock'n Roll é marginalizado e quase extinto, criado e elaborado por Dennis DeYoung o vocalista da banda. O tema "Mr.Roboto", que abre o album, foi o grande êxito deste trabalho. Impregnado de Sintetizadores e Vocoders este Single apresentou o album que é composto por bons temas que quase se pode afirmar serem perfeitos demais, tão perfeitos que até chateia. Apesar de serem boas canções não chegam para tornar este trabalho, quase operático, como uma peça indispensável. Confesso-me rendido a "Just Get Through This Night", uma bonita balada que não gostava nas primeiras audições.
A concepção deste trabalho acabou por conduzir ao fim de um primeiro ciclo da banda através da visão megalómana de Dennis DeYoung que pretendia teatralizar a banda definindo assim o caminho a seguir pelos Styx, no entanto só os conduziu ao seu término, se bem que eles andam por aí novamente.

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Wind & Wuthering - GENESIS


Side A
1 Eleventh Earl Of Mar 7:39
2 One For The Vine 9:56
3 Your Own Special Way 6:15
4 Wot Gorilla? 3:12
Side B
1 All In A Mouse's Night 6:35
2 Blood On The Rooftops 5:20
3 Unquiet Slumbers For The Sleepers... 2:23
4 ...In That Quiet Earth 4:49
5 Afterglow 4:10

Este Lp, editado em finais de 1976, foi o segundo trabalho da banda após a partida de Peter Gabriel e revela-se um bom trabalho ainda dentro dos parâmetros que defeniram a essência da banda durante os anos de Gabriel.
Wind & Wuthering apresenta os Genesis ainda em boa forma e longe da versão mais comercial da banda, que se viria a revelar nos inícios dos anos oitenta. Tony Banks, o teclista, é neste trabalho o elemento preponderante estando presente na composição de todos os temas, com excepção para a balada "Your Own Special Way", escrita pelo Guitarrista/Baixista Mike Rutherford, e que, curiosamente, é o único tema do album que foge à estirpe mais progressiva da banda. A presença de Banks no grupo sempre foi fulcral pois é o seu som que cria a atmosfera envolvente dos teclados que tanto enchem, e caracterizam, o som dos Génesis. Destaque para "One For The Vine" um tema de Banks e um dos mais fortes deste trabalho. Steve Hackett, o Guitarrista, tem uma presença constante mas discreta com chamada de atenção para "Blood On The Rooftops". Quanto a Phil Collins há só que dizer que assume a liderança das vozes e conduz a banda rítmicamente ao som da sua bateria. A fechar o album estão três temas que resultam num só, tal como uma suite. Começa como uma peça instrumental e termina com um bonito, e celestial, coro de vozes.