sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Live Bursting Out - JETHRO TULL - LP02


Side A
1 Hunting Girl   5:44
2 Too Old To Rock 'n' Roll: Too Young To Die   4:23
3 Conundrum   6:55
4 Minstrel In The Gallery   5:55   
Side B
1 Cross-Eyed Mary   3:52
2 Quatrain   1:43
3 Aqualung   7:48
4 Locomotive Breath   5:58   
5 The Dambusters March (E.Coates)   3:40       

O segundo vinil da dupla edição de Bursting Out demonstra como os Jethro Tull se movem na direção do hard rock à medida em que a dinâmica do espetáculo evolui. A vertente progressiva encontra-se também bastante presente não deixando de haver cruzamentos com salientes momentos acústicos. Para além da continuidade de desfile de temas chave como "Hunting Girl", "Too Old To Rock 'n' Roll" ou "Minstrel In The Gallery", é possível ouvir neste disco as peças "Conundrum" e "Quatrain" que funcionam como interlúdios instrumentais, não constam de alguma edição original, em que os músicos, nomeadamente o guitarrista Martin Barre e o baterista Barriemore Barlow, exibem os seus dotes em aguerridos solos. O disco encerra em grande estilo com a admirável tríade, pertença do marcante álbum Aqualung, "Cross-Eyed Mary", "Aqualung" e "Locomotive Breath". No fundo, Bursting Out é um claro testemunho do imenso poderio dos Jethro Tull em palco numa das suas melhores épocas. 

domingo, 13 de agosto de 2017

Live Bursting Out - JETHRO TULL - LP01


Side A
1 No Lullaby   5:50
2 Sweet Dream   4:36
3 Skating Away On The Thin Ice Of The New Day   4:53
4 Jack In The Green   3:35      
5 One Brown Mouse   4:13
Side B
1 A New Day Yesterday   3:16
2 Flute Solo Improvisation/God Rest Ye Merry Gentlemen/Bourée (Trad.)   5:27
3 Songs From The Wood   2:31
4 Thick As A Brick   12:40           

Dez anos de carreira, várias mudanças de formação e onze álbuns depois, o excêntrico, louco e poderoso frontman Ian Anderson conduzia os Jethro Tull em mais uma digressão que ficou registada em duplo vinil, editado em 1978.  Gravado um pouco por todo o lado, algures pela europa, "Bursting Out" testemunha a intensidade dos britânicos Jethro Tull em palco servindo ao mesmo tempo como uma retrospetiva de carreira. Após um arranque mais enérgico com "No Lullaby" e "Sweet Dream" a banda entra num período acústico voltando a recuperar o entusiasmante dinamismo inicial com "A New Day Yesterday". Um concerto dos Jethro Tull nunca será completo se não incluir o peculiar solo de flauta de Ian Anderson, um improviso que passa por temas tradicionais aliado a uma curiosa técnica vocal que Ian Anderson tão bem domina. Uma breve passagem por "Songs From The Wood" e o primeiro disco desta edição fecha com uma versão mais curta, mas decisiva,  da emblemática suite "Thick As Brick".

terça-feira, 8 de agosto de 2017

After The Gold Rush - NEIL YOUNG


Side A
1 Tell Me Why   2:45
2 After The Gold Rush   3:45
3 Only Love Can Break Your Heart   3:05
4 Southern Man   5:41
5 Till The Morning Comes   1:17
Side B
1 Oh, Lonesome Me (D.Gibson)   3:47
2 Don't Let It Bring You Down   2:56
3 Birds   2:34
4 When You Dance I Can Really Love   3:44
5 I Believe In You   2:24
6 Crippled Creek Ferry   1:34     

Após ter participado na composição e gravação do mágico registo "Déjà Vu" como parte do coletivo Crosby, Stills, Nash & Young em 1970, Neil Young ainda gravou e editou, nesse mesmo ano, "After The Gold Rush", o seu terceiro trabalho original a solo. O registo foi parcialmente inspirado no guião "After The Gold Rush", escrito por Dean Stockwell e Herb Berman, pensado para um filme que nunca chegaria a ver a luz do dia. É um álbum bastante particular, centrado na vertente country-folk, que conta com a participação de poucos músicos. Quase que se pode dizer que é uma sessão para amigos. Por entre a dispersa presença dos Crazy Horse, apenas sentida em "Southern Man" e "When You Dance I Can Really Love", a curiosa participação de um muito jovem Nils Lofgren no piano e os "emprestados" Greg Reeves no baixo e Stephen Stills na voz, Neil Young revela-se como um autor autónomo que sabe qual o caminho a percorrer.

domingo, 30 de julho de 2017

We Got By - AL JARREAU


Side A
1 Spirit   4:06
2 We Got By   4:59
3 Susan's Song   5:51
4 You Don't See Me   4:52
Side B
1 Lock All The Gates   5:30
2 Raggedy Ann   3:00
3 Letter Perfect   4:15
4 Sweet Potato Pie   3:10
5 Aladdin's Lamp   4:55

Na década de 60, Al Jarreau encontrava-se dividido entre a atividade profissional como assistente social e a música. De noite cantava em bares e até chegou a gravar um disco, em 1965, que acabou por passar despercebido. Apenas em 1975, já com 35 anos de idade, Al Jarreau consegue um contrato com a Warner Bros e decide-se então a abraçar definitivamente o que se viria a tornar numa respeitável carreira musical. "We Got By" é o primeiro fruto de um tardio início de carreira e as suas consequências não ficaram por aqui. É um registo surpreendente que revela um artista já amadurecido e dono de um peculiar jogo vocal dentro dos domínios do Jazz. Al Jarreau manifesta possuir um bom controle sobre a sua virtuosa capacidade vocal sabendo expressar-se em diversas dinâmicas scat ou como um segundo instrumento. Todos os temas aqui apresentados são originais de Al Jarreau e denotam igualmente uma extrema sensibilidade musical difícil de catalogar...entre a soul e o jazz.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Gentlemen Take Polaroids - JAPAN


1 Gentlemen Take Polaroids   7:06
2 Swing   6:25
3 Burning Bridges   5:20
4 My New Career   3:54
5 Methods Of Dance   6:53
6 Ain't That Peculiar (W. Robinson/W. Moore/M. Tarplan/R. Rodgers)   4:40
7 Nightporter   6:57
8 Taking Islands In Africa (R. Sakamoto/D. Sylvian)   5:15  

Editado em 1980, o quarto registo oficial dos Japan evoca a singularidade da banda britânica expondo a sua classe, excelência e futurismo. Gentlemen Take Polaroids é um registo nobre e distinto que sugere a vindoura pop sintetizada dentro de uma vertente mais honrada. Detentores de uma estética particular, dentro do género Pop/Rock, os Japan encontram na emotiva expressividade de David Sylvian a sobriedade artística perfeita para transmitir um requinte delicado através de um estilo frágil e simultaneamente poderoso. Ao longo do registo, é notória uma determinada sensibilidade artística virada para o oriente, era bem conhecida a influência da cultura oriental nos Japan, com a particularidade de que este mesmo registo contêm a primeira colaboração entre David Sylvian e o pianista japonês Ryuchi Sakamoto, registada como "Taking Islands In Africa" o tema que fecha o álbum. O álbum é composto por sete temas originais e uma versão para "Ain't That Peculiar", um clássico da Soul. É também o último trabalho da banda em que participa o guitarrista Rob Dean.  

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Mirror Moves - PSYCHEDELIC FURS


1 The Ghost In You   4:17
2 Here Come Cowboys   3:57
3 Heaven   3:27
4 Heartbeat   5:17
5 My Time   4:27
6 Like A Stranger   4:00
7 Alice's House   3:53
8 Only A Game   4:13
9 Highwire Days   4:01  

Com a banda, ou o que dela restava, já radicada nos EUA, em 1984 os britânicos Psychedelic Furs editavam Mirror Moves, o quarto registo oficial da banda, gravado em Los Angeles. É um registo mais arejado e bastante mais acessível relativamente aos trabalhos anteriores. Os sintetizadores aparecem bem salientes e a sonoridade dos Psychedelic Furs aproxima-se da vertente pop, conseguindo, ainda assim, manter algum do esplendor punk da fase inicial. Facilmente se conclui que Mirror Moves percorre caminhos que vão da corrente new romantic até ao movimento post-punk. A reforçar estas mudanças, há o inconfundível timbre vocal de Richard Butler a destacar-se por uma presença mais melodiosa. Os três primeiros temas proporcionam um esplêndido arranque sendo fulcral o seu posicionamento no alinhamento final deste registo. "Ghost In You" e "Heaven" foram singles de enorme êxito e "Here Come Cowboys" um sucesso menor mas igualmente importante. "Alice's House" distingue-se como a peça mais atrevida de um registo polido e simultaneamente marcante da fase de maior sucesso na carreira dos Psychedelic Furs.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Communiqué - DIRE STRAITS


1 Once Upon A Time In The West   5:14
2 News   4:11
3 Where Do You Think You're Going?   3:43
4 Communiqué   5:42
5 Lady Writer   3:38
6 Angel Of Mercy   4:29
7 Portobello Belle   4:21
8 Single Handed Sailor   4:42
9 Follow Me Home   5:42     

A deliciosa tranquilidade de Communiqué, o segundo registo oficial dos Dire Straits, editado em 1979, evidencia a jovem maturidade de uma banda de Rock'n Roll que então começava a despontar e vivia ainda o impacto do sucesso do álbum de estreia, editado no ano anterior. Sob alguma "pressão" para apresentar rapidamente um segundo álbum de forma a aproveitar o recente sucesso do trabalho anterior, os Dire Straits partiram inteligentemente para um álbum calculado e elegante sem se deixarem arrebatar em exagerados espasmos Rock. É um trabalho dominado por um groove calmo e bastante presente que assenta na quente secção rítmica enquanto os irmãos Knopfler gravavam juntos pela última vez. Acrescente-se que este álbum foi misturado no mítico estúdio Muscle Shoals Sound, Sheffield, Alabama, e produzido pelos históricos Jerry Wexler e Barry Beckett, com Beckett a constar nos créditos finais também como teclista sob o pseudónimo B.Bear.