sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Into the Gap -THOMPSON TWINS


1 Doctor! Doctor! 4:40
2 You Take Me Up 4:26
3 Day After Day 3:50
4 Sister of Mercy 5:10
5 No Peace for the Wicked 4:07
6 The Gap 4:46
7 Hold Me Now 4:47
8 Storm on the Sea 5:33
9 Who Can Stop the Rain :45
Edição em vinil de 1984, este "Into the Gap" contêm os hit singles "Hold me Now", "You Take me Up" e "Doctor! Doctor!", qualquer um deles com lugar garantido nos anais do Electro-Pop dos anos 80. Tom Bailey era o líder deste trio e para além de dar voz aos temas tambem tocava Guitarra, Baixo, Sintetizador, Piano, Harmónica e fazia as programações, Alannah Currie era a companheira de Tom e a percussionista de serviço, passando pela Marimba e pelo Xylophone, e Joe Leeway tocava um Prophet V, e Congas.
O trio de origem britânica praticava um som Pop e era detentor de uma imagem muito caracteristica que sempre os identificou. Os temas podem soar Funky, Orientais, ou Africanos, ou podem simplesmente ser belas canções Pop, como "Hold me Now", tudo muito bem acompanhado por sintetizadores, e pelas percussões de Alannah. O album é bastante equilibrado sem ter momentos que possam desestabilizar o trabalho, todos os temas estão ao nível do que nos é aqui apresentado, um bom trabalho Pop.

domingo, 25 de novembro de 2007

Running in the Family - LEVEL42


Side A
1 Lessons in Love 4:04
2 Children Say 4:53
3 Running in the Family 6:12
4 It's Over 6:02
Side B
5 To Be With You Again 5:19
6 Two Solitudes 5:37
7 Fashion Fever 4:35
8 The Sleepwalkers 6:02

Este album deu aos Level42, liderados pelo baixista Mark King, um grande êxito no ano de 1987 com o single "Lessons in Love". É um album Pop mas mais adulto que a maior parte dos albuns e bandas dos Tops da altura. A banda vem de raízes Jazz e Soul e chega pela via comercial a um som mais mainstream, conseguindo assim um trabalho mais consistente e sério.
Esta edição em vinil apresenta 8 temas bem elaborados, por quatro bons músicos britânicos, com uma secção ritmica bem suportada por Mark King no baixo, bastante reconhecido pelo seu Slap, vozes bem enquadradas tal como os teclados. A guitarra têm um toque muito Funky e Boon, guitarrista, apresenta pequenos solos mas muito bem enquadrados.
"Lessons in Love" foi a apresentação deste registo, e o sucesso imediato, "Running in the Family" tambem funcionou bem como single e foi outro dos temas mais ouvidos do album. "Two Solitudes" é uma peça interessante, com guitarra acústica, e "Children Say" vale pela combinação das vozes.
Não é uma referência obrigatória mas ouve-se bem.

Take a Look in the Mirror - KORN


1 Right Now 3:09
2 Break Some Off 2:35
3 Counting on Me 4:49
4 Here It Comes Again 3:33
5 Deep Inside 2:46
6 Did My Time 4:04
7 Everything I've Known 3:34
8 Play Me 3:21
9 Alive 4:30
10 Let's Do This Now 3:18
11 I'm Done 3:23
12 Y'All Want a Single 3:17
13 When Will This End 14:23

Tenho de começar por dizer que só comprei este registo por estar numa promoção de cds a 4euros, e numa grande superfície comercial da qual, obviamente, não vou divulgar o nome.
Não é o primeiro album que adquiro dos Korn, não são uma banda pela qual nutra qual espécie de paixão ou respeito, não gosto da sua atitude agressiva nem da sua imagem, no entanto despertam-me alguma curiosidade musical.
Explodiram com a corrente Nu-Metal, ou Punk, nos anos 90, e o uso das guitarras de 7 cordas que dão mais enfâse a tonalidades mais graves, mas que tambem tornam o som menos perceptível, tal é o enrolamento sonoro, e sempre achei que Jonathan Davis berra demais. Tive sempre a sensação de que iriam desaparecer a curto prazo mas o êxito adquirido ditou o contrário, e acabou por desaparecer primeiro a banda irmã, concorrente, "Limp Bizkit", que eu preferia bastante em detrimento dos Korn. Esta questão da longevidade dos Korn, num género que caiu em desuso, lá anda a história das modas, deve-se provavelmente a uma questão de força interior da banda, força essa que explode toda a energia nos albuns e concertos.
Nesta edição de 2003 encontrei, curiosamente, uma banda amadurecida. O género é o mesmo, Jonathan Davis continua a berrar como ninguem mas já começa a cantar algumas coisas, começa-se a notar alguma melodia. Dá para pensar que a raiva, ou ira, começa a desaparecer da vida destes rapazes, talvez por agora serem mais famosos, e mais ricos, mas ainda há muita força dentro desta banda. O album é isso, são os Korn como já se conheciam num album de boas canções com a força e pujança característica mas um pouco mais equilibrado em termos de estrutura, começa-se a perceber melhor o que se passa dentro de cada música.
A edição do Cd é dupla, traz um Dvd que inclui uma revisão, publicitária, de todos os videos da banda, uma nova mistura do video de "Right Now" e alguns excertos da banda na tournée "The Untouchables" de 2002. O Cd tem ainda uma faixa escondida em que os Korn tocam "One" dos Metallica ao vivo.

domingo, 18 de novembro de 2007

Burning Bridges - NAKED EYES


Side 1
1 Voices in My Head 3:46
2 I Could Show You How 3:24
3 Very Hard Act to Follow 4:01
4 Always Something There to Remind Me (Bacharach, David) 3:41
5 Fortune and Fame 3:16
6 Could Be 2:48
Side 2
7 Burning Bridges 3:34
8 Emotion in Motion 4:40
9 Low Life 3:51
10 Time Is Now 3:22
11 When the Lights Go Out 3:00
12 Promises, Promises 4:26
Pete Byrne (Voz) e Rob Fisher (Teclados) iniciaram o projecto britânico Naked Eyes em 1981 no entanto só em 1983 viriam a editar um album, Burning Bridges. Este trabalho conseguiu algum impacto muito por causa do single, e do video, "Always Something There To Remind Me" uma boa versão do duo autor Bacharach and David. Em 1984 os Naked Eyes voltam à carga com novo registo, Fuel for the Fire, mas sem grandes resultados, em consequência nesse mesmo ano deram por findas as suas actividades como duo. Resume-se assim a curta carreira de mais uma banda Pop nos anos 80 mas ainda há alguma coisa a dizer acerca deste seu primeiro album que afinal não se resume só ao dito single.
Em 1983, com 13 anos, eu era um dos possuidores desse single maravilhoso que era "Always Something There to Remind Me", e adorava a canção, e nem fazia ideia que a música era uma versão de "um tal" de Bacharach. Ao fim de 24 anos venho a adquirir o Lp que tem o referido Single e descubro, para meu espanto, uma obra bem feita à altura de outros trabalhos maiores tidos como referência desta época, hoje tão saudosa.
A Pop electrónica dominou os inícios desta década, os sintetizadores ditaram o som que se ouvia e este album conta com alguns, Rob Fisher usou os seguintes: Fairlight CMI, Synclavier 2, PPG Wave2.2, Emulator, OBX-a, Prophet 5, um Grand Piano e até um Cravo. Como músicos adicionais pode-se ainda contar com o produtor do album, Tony Mansfield, que tambem dá uma ajuda em guitarra, e toca uma bateria electrónica Simmons Drums, C.C.Smith ocupa-se dos sopros, Martin Dobson só para Saxofone e Flauta e um baterista convencional que é Phil Towner.
Como estou a escrever acerca de um Lp posso dividir a opinião pelo que temos um Lado A em grande nível, canções muito equilibradas sem nada a apontar, as quatro primeiras deveriam mesmo constar de um registo acerca de canções, Pop, obrigatórias dos anos 80. A última faixa deste lado, "Could Be", conta com um bem metido solo de Saxofone. Quanto ao Lado B já é menos equilibrado, os quatro primeiros temas são boas canções mas não tão envolventes como as do lado oposto, são construidas de uma forma menos directa, obrigam o ouvinte a prestar mais atenção ao que se passa, "Low Life" foge aos parâmetros iniciais da obra por incluir um modesto arranjo de sopros, por exemplo. Os dois ultimos temas estão ao nível de todo o Lado A, "Promises, Promises" foi inclusive o segundo single e tem forte presença de guitarra eléctrica com direito a um pequeno, mas bom, solo.
É uma obra a re-descobrir pertença de uma época que ainda têm, certamente, muitas pérolas por encontrar. Na altura dizia-se que este género facilmente passaria de moda e rapidamente seria esquecido. Não me parece, pois acontece precisamente o contrário e chego agora à conclusão que tudo deveria ter sido levado mais a sério. A música só passa de moda para os seguidores das modas, para o melómano será sempre um prazer não estar na moda e apreciar o que bem lhe apetece, seja de que época for.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Everything You Always Wanted To Hear On The Moog* - Semi-conducted by Andrew Kazdin and Thomas Z.Shepard


Side 1
1 CHABRIER: España (6.17)
2 LECUONA: Malagueña (3:14)
3 BIZET: Prelude to Act I; Habanera; Introduction to Act I (Los Toreadores) from "Carmen" (5.30)
Side 2
RAVEL: Bolero (14.33)

A turbulenta década de 60 chegava ao fim, e após tanta revolução, tanta vontade de alterar a forma de ver o mundo, muitas coisas viriam mesmo a mudar, nomeadamente na arte de fazer música. A década de 70 acelerava rapidamente em direcção ao futuro, novas ideias, novas experiências, novas fusões e novos instrumentos. São tudo situações que ainda hoje acontecem, e ainda bem que estamos em permanente evolução, seja isso bom ou mau, mas na década de 60 começaram-se a desenvolver, mais atenciosamente, conceitos de utilização electrónica na música e nascem as primeiras formas de sintetizadores, que ainda hoje são olhados de soslaio por muitos. Um dos mais conhecidos era o famoso Moog, que inicialmente era uma máquina enorme, dividida por vários módulos. É este Moog que é utilizado neste Lp, editado em 1971, por dois produtores da CBS, Andrew Kazdin e Thomas Z.Shepard. Para além de produtores eram tambem; A.Kazdin contribuiu para bastantes albuns da CBS como arranjador e condutor, compôs algumas obras e tocava profissionalmente Timpanos na zona de Nova Iorque, T.Shepard compôs, arranjou e conduziu, tal como o colega, diversos trabalhos para a CBS e tocava Piano na area da música de câmara.
Ambos decidiram fazer algo inédito na altura, utilizar essa amálgama de osciladores, filtros e amplificadores, denominada de sintetizador Moog, para reproduzirem integralmente uma colecção de peças orquestrais, criteriosamente selecionadas para terem um tratamento natural nesta nova forma de fazer música, as peças escolhidas foram peças elementares da música Espanhola. Nasceu assim este album, hoje em dia mais uma curiosidade do que uma peça fundamental. É interessante passar por esta experiência, ouvir estas peças desta forma que por vezes nos soa bastante cómica, e admirar tal trabalho visto à altura em que foi feito.
De salientar que o Moog não tocava mais que duas notas em simultâneo, quer isto dizer que os dois homens tiveram de tocar as melodias, tal como nas peças originais, individualmente e em algumas vezes eram vinte elementos musicais a precisarem de ser reproduzidos num processo de gravação multi-pistas, ainda em desenvolvimento na altura.
É de ouvir e perceber como a electronica tem vindo a evoluir e pode ser utilizada em qualquer estilo de música.
*but were afraid to ask for

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Emerson, Lake & Palmer - EMERSON, LAKE & PALMER


Side A
1 The Barbarian (Adapted from Bela Bartok's "Allegro Barbaro") 4:35
2 Take a Pebble 12:39
3 Knife-Edge (Adapted from Janaceck's "Sinfonietta") 5:10
Side B
1 The Three Fates: Clotho/Lachesis/Atropos 7:47
2 Tank 6:53
3 Lucky Man 4:40
Foi o primeiro album deste extraordinário trio, datava o ano de 1970, o ano do nascimento deste escriba. Foi fabulosa a forma como o trio se apresentou neste primeiro album, de tal maneira imponentes, tão poderosos e seguros que os dotes virtuosos dos três elementos impressionam facilmente. Keith Emerson, nos teclados, impressiona pela ligeireza com que passeia os dedos pelo Piano e pela forma agressiva como ataca o Orgão. Nota-se a escola clássica a ser aplicada como grande influência e bem incorporada nos temas "The Barbarian", o primeiro do Lp e que é uma adaptação da peça "Allegro Barbaro" de Bela Bartok, e tambem em "Knife-Edge" que é uma adaptação da peça "Sinfonietta" de Janaceck. Carl Palmer é um extraordinário baterista, em constante ritmo, sempre a marcar os andamentos e que tem direito a solo em "Tank". Greg Lake empresta a sua bela voz, toca o Baixo e tambem Guitarra, e é dele o êxito que foi "Lucky Man" o tema em Guitarra acústica que encerra o album e que é a peça mais convencional deste album, uma bonita melodia.
"Take a Pebble" é um longo tema, escrito por Greg Lake, com três andamentos diferentes; a introdução cantada, o devaneio de Keith Emerson no Piano, e um interregno para um solo de Guitarra acústica de Greg Lake, para depois acabar como começou. São 12 longos minutos mas que sabem tão bem. "The Three Fates" é uma peça semelhante, em andamentos, escrita por Keith Emerson que entra violentamente na peça introduzindo o Orgão de uma forma louca e apaixonada, tal como um autêntico Dr.Phibes. Acalma um pouco com um pequeno solo de Piano a que em seguida junta o trio para concluir a peça.
É de facto impressionante a forma como este Trio, pouco convencional na altura e até ainda hoje, conseguia esta sonoridade progressiva, cheia de energia e tão carregada de paixão e inventividade. Eram de facto 3 magníficos músicos e muito criativos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Taming The Tiger - JONI MITCHELL


1 Harlem in Havana 4:25
2 Man from Mars 4:09
3 Love Puts on a New Face 3:46
4 Lead Balloon 3:38
5 No Apologies 4:17
6 Taming the Tiger 4:18
7 The Crazy Cries of Love 3:54
8 Stay in Touch 2:59
9 Face Lift 4:41
10 My Best to You (Jones, Willadsen) 2:52
11 Tiger Bones 4:22

Em 1998 Joni Mitchell brindou-nos com mais um Cd, pleno de complexas harmonias mas que tão bem nos soam. Wayne Shorter no Sax-Soprano, Brian Blade na Bateria, Larry Klein no baixo e Greg Leisz em Pedal Steel acompanham esta respeitadissíma senhora, tão cuidadosa nas suas obras, e complementam o seu trabalho ajudando a criar a sonoridade jazzística que por aqui paira, excepção para os cinco temas em que Joni Mitchell faz tudo maioritariamente. Wayne Shorter é já um repetente nestas andanças e fica sempre tão bem o seu som de Sax-Soprano. Brian Blade é um baterista minuncioso capaz de criar o ambiente cuidado deste tipo de trabalho, aqui mais como percussionista do que baterista.
Tal como as outras obras de Joni Mitchell são peças com estruturas pouco convencionais, diria mesmo que filosoficamente elaboradas, é preciso apanhar o espírito destes trabalhos e depois de se entrar neles é fácil entender o que não estava evidente. Não há mensagens escondidas só um gosto instituído de criar música de uma forma bem elaborada e prazerosa, não são obviamente peças de que se goste numa primeira audição, é necessário ir entrando e saboreando estas "pequenas" canções, mas tão envolventes.
Uma das grandes particularidades deste album é a utilização por Joni Mitchell de um sintetizador de guitarra, o que lhe possibilitou a utilização de novos sons criados a partir de sons de guitarra e orquestra, os mais explicítos aqui, e permitiu tambem acabar com o problema das afinações.
A única faixa que saliento neste Cd, sem qualquer critério qualitativo, é "Lead Balloon" que é a faixa mais convencional, uma toada mais Rock com Michael Landau na guitarra eléctrica e um registo pouco habitual em trabalhos anteriores de Mitchell, as restantes faixas são as tais canções que Joni Mitchell tão bem cria e partilha com quem adquire os seus trabalhos.

domingo, 4 de novembro de 2007

Bug - DINOSAUR JR.


1 Freak Scene 3:35
2 No Bones 3:42
3 They Always Come 4:25
4 Yeah We Know 5:30
5 Let It Ride 3:34
6 Pond Song 2:54
7 Budge 2:29
8 The Post 3:36
9 Don't 5:39

Os Dinosaur Jr. praticam neste album de 1989, o seu terceiro, um Rock a que chamarei honesto. Trio de guitarra, baixo e bateria soam Rock'n Roll, tanto numa toada mais acústica como arranham altos décibeis de distorção. Soam-me bastante a uns Violent Femmes em estado mais eléctrico. Não era este o som que esperava deste album, contava com uma sonoridade mais potente e mais raivosa, e encontro uma sonoridade controlada e bem construída, excepção feita à anarquia do ultimo tema, "Don't", preenchido com solos descontrolados de guitarra e urros. O resto do conteudo enquadra-se nos cânones estereotipados do Rock'n Roll, cantigas curtas, melodiosas e ritmadas. "Pond Song" numa toada acústica bastante alegre, "Yeah We Know" tem um wha-wha cavalgante, "Let it Ride" podia ter sido dos "Pixies", "Freak Scene" foi a mais badalada.
Foi um dos principais registos a influenciar a sonoridade indie-rock dos anos 90.