domingo, 24 de outubro de 2010

Surprise, Surprise - MEZZOFORTE



1 Surprise 1:28
2 Garden Party 6:07
3 Gazing at the Clouds 6:39
4 Early Autumn 6:26
5 Action Man 5:08
6 Funk Suite No. 1 5:55
7 Easy Jack 4:54
8 Fusion Blues 5:47
9 Old Neighborhood 5:44
10 Surprise (Reprise) 0:58



O Jazz-Funk que veio do frio. Os Islandeses Mezzoforte editavam este trabalho em 1982 e com ele ofereciam à Islândia o seu primeiro Hit fora de portas através do sucesso do tema "Garden Party". Gravado em Londres com a participação de um grande naipe de músicos, entre eles o Português Luís Jardim na Percussão, Chris Hunter nos Saxofones Alto/Tenor e Steve Dawson autor do solo de Fliscórnio em "Garden Party", o, aqui, jovem quinteto Islandês criou um trabalho de referência para o Jazz Europeu com nove temas equilibrados, dentro do género mais comercial do Jazz, através de uma elaboração vibrante e qualitativa.

"Garden Party" destaca-se obviamente pelo sucesso que obteve e é assim o tema de apresentação do album. Nos restantes é difícil destacar algum, não por serem inferiores mas, por este ser um trabalho equilibrado, como já referi anteriormente, e estarem todos ao mesmo nível. Mesmo assim pode-se destacar "Funk Suite Nº1" por ir um pouco mais além em termos de concepção, "Early Autumn" por se evidenciar a Guitarra Clássica e a aproximação à Bossa Nova em "Easy Jack".

domingo, 10 de outubro de 2010

Rock In Rio Douro - GNR (Colecção As Músicas Da Nossa Vida)


1 Sangue Oculto 5:11
2 Quando Telephone Pecca 3:20
3 Pronúncia Do Norte 3:21
4 Acorda 4:00
5 Ana Lee 3:16
6 Sub-16 3:20
7 Que Importa? 3:44
8 Homem Mau (A.Fraser/P.Rodgers/R.Reininho) 4:46
9 Toxicidade 5:40
10 Sangue Oculto II 4:33

"...quase uma colectânea de singles." Foi assim que Rui Reininho descreveu posteriormente este album, o trabalho manifestamente mais comercial da banda, à data, onde practicamente todos os temas são facilmente identificáveis, seja pela melodia, pela letra, ou por esta ou aquela passagem. Foi tambem com este album que os GNR meteram 40 000 pessoas no antigo estádio de Alvalade, proeza, até aí, nunca alcançada por nenhuma banda nacional.
Os GNR atingem aqui um pico que leva a banda a enveredar definitivamente pelo caminho mais fácil do formato da canção comercial. São nove temas límpidos de boa qualidade Pop mas a interessante veia experimental da banda, que já se vinha a perder aos poucos, encontra-se por esta altura completamente extinta. Ao invés a banda apresenta canções de sucesso duradouro; "Sangue Oculto", que aparece em duas versões, numa em duo com o Espanhol Javier Andreu dos La Frontera e outra normal só com Reininho na Voz, "Pronúncia do Norte", com participação de Isabel Silvestre do Grupo Cantares e Trajes de Manhouce, que acabou por se tornar num hino regional, "Sub-16" é outro hino obrigatório, este nos concertos da banda, "Ana Lee", "Acorda" ou "Quando O Telephone Pecca". Houve ainda lugar para "Homem Mau" que é uma versão do tema original "Allright Now" dos Free, com a particularidade de a banda só ter usado a parte instrumental tendo Reininho usado a sua lírica para interpretação. O tema "Toxicidade", criado por Zézé Garcia, acaba por ser aqui a peça que mais foge ao conceito comercial do album, mas está no entanto longe da tal veia experimental referida anteriormente enveredando antes por uma proximidade a uma sonoridade mais Rock mainstream. Zézé Garcia revela-se tambem como um dos mais interessantes Guitarristas que passaram pelos GNR, uma das mais valias deste trabalho são precisamente os seus apontamentos e a sua sonoridade. O Teclista convidado, Telmo Marques, tambem se encontra num nível mais elevado sendo mesmo um dos arranjadores dos temas.
Rock In Rio Douro revela-se um projecto ambicioso dos GNR que acabou por singrar no mercado catapultando definitivamente o nome da banda a todos os cantos deste pequeno País.
Esta edição faz parte da colecção de seis Cds iniciada pela revista Visão em Setembro de 2006, intitulada "Colecção As Músicas Da Nossa Vida", já aqui exposta anteriormente.

domingo, 3 de outubro de 2010

Psalm 69: The Way To Succeed & The Way To Suck Eggs - MINISTRY


1 N.W.O. 5:29
2 Just One Fix 5:11
3 TV II 3:04
4 Hero 4:12
5 Jesus Built My Hotrod 4:51
6 Scare Crow 8:21
7 Psalm 69 5:29
8 Corrosion 4:55
9 Grace 3:06

Em 1992 os Ministry atingiam o pico com este album, o quinto da carreira da banda. Uma fusão de Metal e Industrial que resulta numa sonoridade potente e avassaladora dominada por fortes riffs de guitarras, batidas marcantes, loops e samplers de George Bush. Um misto de violência e força provavelmente influenciado por dias de guerra, não esquecer que ainda se estava no rescaldo da Guerra Fria e que a Guerra do Golfo dava os últimos suspiros, o que estava na origem de uma certa instabilidade política Mundial pois não se sabia muito bem o que se iria passar daqui para a frente, e é neste insustentável ambiente de peso que "N.W.O" se incluí, a sigla significa "New World Order".
O ponto alto do album encontra-se em "Jesus Built My Hotrod", com a participação vocal, e lírica, de Gibby Hayes dos Butthole Surfers, um tema rápido e constante com uma vocalização irónica. "Just One Fix" é o segundo ponto a considerar num tema que apesar de pesado convida a dançar. "TV II" é um tema curto de alta rotação, é executado a uma velocidade estonteante como que à espera de bater algum record. "Hero" e o riff arrastado, à la Led Zeppelin, de "Scare Crow" incluem-se dentro dos parâmetros anteriormente referidos e os últimos três temas acabam por ser ligeiramente diferentes. "Psalm 69" começa de forma canónica para depois entrar um riff acelerado continuando depois o pára/arranca. O bélico "Corrosion" e o apocalíptico"Grace" são dois instrumentais que roçam o experimentalismo.
O título original, e impresso no album, é ΚΕΦΑΛΗΞΘ, que é uma junção de uma palavra Grega (ΚΕΦΑΛΗ = cabeça) com dois algarismos (ΞΘ = 69). O título posteriormente adoptado, por ser mais fácil de identificar, foi tirado de um livro de Aleister Crowley, "The Book Of Lies", e do seu capítulo 69: "The Way to Succeed—and the Way to Suck Eggs!".
Um album para estômagos fortes.