quarta-feira, 27 de junho de 2007

Stephen Stills2 - STEPHEN STILLS


1 Change Partners 3:15
2 Nothin' to Do But Today 2:43
3 Fishes and Scorpions 3:17
4 Sugar Babe 4:01
5 Know You Got to Run 3:50
6 Open Secret 4:58
7 Relaxing Town 2:23
8 Singin' Call 3:00
9 Ecology Song 3:25
10 Word Game 4:11
11 Marianne 2:29
12 Bluebird Revisited 5:23

Segunda aventura a solo de Stephen Stills. Album de 1971, edição em vinil neste caso, após o mitico "Dejà-Vu" da fabulosa formação Crosby, Stills, Nash & Young. Stills era já na época um reconhecido compositor, e as suas criações tem um toque caracteristico. Mesmo dentro da formação do "super-grupo" os temas escritos por ele reconhecem-se bem, não admira portanto que os seus albuns a solo sejam bons trabalhos, e de referência. Neste album, curiosamente, Stills assume os arranjos de sopros em três temas, "Open Secret", "Ecology Song" e "Bluebird Revisited", aqui tocados pelos "The Memphis Horns". Não é muito comum a utilização de tal naipe por Stills mas numa tentativa, talvez, de aproximação ao som Motown ele arriscou e a coisa até soa bem, mas longe do som Motown. De resto o album soa..... à Stephen Stills, aquele som acústico de que ele sabe tirar partido, assim como da guitarra eléctrica. Em guitarra eléctrica temos tambem a participação de Eric Clapton e Nils Lofgren.
"Change Partners", penso que foi o tema mais ouvido e até ficava bem em qualquer um dos albuns de Crosby, Stills, Nash. "Know You Got to Run", "Singin'Call" e "Word Game" são Stills puro e totalmente acústico. "Nothin' To Do But Today" e " Fishes and Scorpions" são muito bons e penso que a prestação de Eric Clapton é nestes dois temas precisamente, digo penso porque não há créditos tema a tema mas soam como tal. "Sugar Baby" é calmo, relaxante e tem orgão de fundo, Billy Preston anda à solta pelo album. "Relaxing Town" é electrizante Rock 'N Roll e "Marianne" soa-me a "Status Quo" e parece-me um bocado deslocado do album.
Para apreciadores do género.

sábado, 23 de junho de 2007

Semi-Detached - THERAPY?

1 Church of Noise 3:06
2 Tightrope Walker 3:18
3 Black Eye Purple Sky 3:10
4 Lonely, Cryin', Only 2:40
5 Born Too Soon 3:47
6 Stay Happy 3:53
7 Safe 4:01
8 Straight Life 4:47
9 Heaven's Gate 3:49
10 Don't Expect Roses 2:44
11 Tramline 4:52
12 The Boy's Asleep 4:25

Boa banda, boa gente, bom som. Gosto bastante. "Troublegum", album de 1994, entra facilmente numa qualquer lista, que possa um dia vir a fazer, acerca dos meus albuns preferidos dos anos 90, de rock, ou de punk. Este CD de 1998 ainda tem um cheirinho de "Troublegum" mas não é a mesma coisa, e ainda bem. Para repetir o mesmo já não valia a pena ouvi-lo. Mas vale, é o mesmo tipo de som, punk-rock, com novas canções, e dá gosto ouvi-las. Continuam a ser melódicas, agressivas, curtas, e com potentes riffs.
Lembrei-me dos Pixies em "Stay Happy", "Tightrope Walker" é poderosa, "Straight Life" a minha favorita e igualmente poderosa, "Tramline" é experimental e parece querer encaminhar a banda numa nova vertente. Estes são apenas alguns dos exemplos.
É um album para consumir, e viver no momento, não é para comentar. O punk quere-se assim, directo ao que interessa e sem grandes rodeios.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Pressure Points - CAMEL

1 Pressure Points 7:17
2 Drafted 3:51
3 Captured 3:02
4 Lies 5:16
5 Sasquatch 4:09
6 West Berlin 5:19
7 Fingertips 4:48
8 Wait 4:28
9 Rhayader 2:29
10 Rhayader Goes to Town 6:05

Confesso que nunca compreendi muito bem os Camel. Possuo mais 3 albuns da banda (Moonmadness, Nude e The Single Factor), mas nunca consegui apurar grandes ideias acerca deles. Apesar de tudo este, que até foi o 1º que adquiri, e só agora o recuperei mas isso é outra história, é o único que consigo perceber melhor. É um album, em vinil, ao vivo, de 1984, numa fase mais ou menos terminal da banda. Digo mais ou menos porque tenho ideia que nem eles o sabiam muito bem. O facto é que depois deste album só viriam a editar de novo em 1991.
Não é um album ao vivo tipo "best of", até porque incide nos albuns mais recentes da banda e serve até de promoção ao album que o antecede (Stationary Traveller). Andy Latimer, voz e guitarra, é um dos fundadores da banda e, é o unico membro que se mantêm desde a formação inicial. Como tal é o lider incontestável e consegue, ainda, mantê-la a respirar. É um bom solista, muito melódico, com solos que entram facilmente no ouvido.
Não se aplica aqui o formato do album conceptual, como o fizeram os Pink Floyd ou os Genesis ao vivo por exemplo, pois os temas dividem-se por vários albuns. A questão é que os Camel tambem nunca foram muito fieis a esse conceito. A banda conheceu diversas formações e penso que isso tenha ajudado a que não se seguisse um só caminho, mas as ideias divergiram sempre por vários outros caminhos, tendo sempre o prog-rock como meta, mas sem se chegar a uma conclusão do que seriam realmente os Camel.
"Drafted" é o tema do album, e tambem da banda, que mais gosto. Balada "progressiva" com direito a bonito solo de guitarra, daqueles que estarão sempre no nosso sub-consciente. "Pressure Points" é uma boa introdução, instrumental, ao album e ao concerto, assim como "Rhayader / Rhayader Goes to Town" o termina em grande estilo e força, tambem instrumental, recordando a fase mais antiga da banda. Pelo meio ficam os Blues de "Lies" e a peça bem trabalhada que é "Wait".
Para os que tem curiosidade de conhecer a banda é uma boa forma de iniciar a aproximação.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

In My Tribe - 10 000 MANIACS

1 What's the Matter Here? 4:51
2 Hey Jack Kerouac 3:26
3 Like the Weather 3:56
4 Cherry Tree 3:13
5 The Painted Desert 3:39
6 Don't Talk 5:03
7 Peace Train 3:24
8 Gun Shy 4:11
9 My Sister Rose 3:12
10 A Campfire Song 3:15
11 City of Angels 4:17
12 Verdi Cries 4:21

Esta foto é a da edição original em vinil de 1987. Das várias pesquisas que fiz acerca deste album a foto da capa, que aparece, é semelhante, na temática, mas é outra a fotografia, por isso só tive hipotese de ser eu a fotografar o meu disco e divulgar a capa original.
É um excelente album a ter em conta, canções Pop-Folk, curtas e eficazes, fáceis de apanhar numa primeira audição e muito bem cantadas por Natalie Merchant. Era já previsivel neste album, o segundo da banda, que Natalie Merchant viesse a ter, posteriormente, uma carreira a solo. A banda é boa, soa bem como conjunto mas de facto a voz de Natalie sobressai. A sua contribuição em todos os temas é tambem evidente da sua importância como autora e posso destacar "Like The Weather", canção da sua autoria e um dos grandes momentos do album, o single perfeito.
É um disco que abrange várias temáticas, desde a violência infantil (What's The Matter Here), a passagem pela vida militar (Gun Shy), ou a festividade de uma boda (My Sister Rose) e ainda a homenagem (Verdi Cries).
Em "Verdi Cries" temos a presença de um trio de cordas acompanhado por Don Grolnick ao piano, é um tema triste mas uma sentida prestação, é tambem um tema de autoria de Natalie. Em "Campfire Song" há a presença tímida de Michael Stipe (REM) na segunda voz.
Para terminar, uma grande curiosidade acerca desta edição. Este album, na edição original, contêm uma versão, muito bem conseguida, de "Peace Train" de Cat Stevens. Acontece que, se bem se lembram, foi pouco tempo depois, em 1989, que Salman Rushdie editou o livro "Os Versículos Satânicos" que grande ira despertou aos extremistas islâmicos por acharem que o dito livro ofendia a obra Islâmica, e a cabeça de Rushdie esteve a prêmio obrigando o escritor a viver em total clandestinidade. Esta reacção islâmica despertou, por sua vez, no mundo Ocidental, mais "evoluido", uma represália à cultura islâmica e Cat Stevens foi uma das vitimas por causa da sua conversão ao Islamismo, e apoio à perseguição do escritor. Como consequência toda a sua obra discográfica foi boicotada pelos media como retaliação ao Ocidental que virou islâmico. Da mesma forma este tema deixou de fazer parte das edições posteriores deste album. Mais curioso ainda, foi precisamente esta versão de "Peace Train" que me levou a tomar contacto com esta obra.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Scenes From the Southside - BRUCE HORNSBY & THE RANGE


1 Look Out Any Window 5:28
2 The Valley Road 4:42
3 I Will Walk With You 4:34
4 The Road Not Taken 7:06
5 The Show Goes On 7:30
6 The Old Playground 4:25
7 Defenders of the Flag 4:27
8 Jacob's Ladder 4:35
9 Till the Dreaming's Done 5:13
Confesso-me como grande admirador do formato da canção popular norte-americana. Bruce Springsteen, Bob Seger, Tom Petty, entre outros tantos, são mesmo dos meus favoritos. Estes homens cantam um País e a paisagem que ele nos pode proporcionar nas inúmeras viagens que se podem fazer dentro dele, dada a sua enormidade. Quem não sonhou já fazer a viagem interior dos Estados Unidos, e sentir as surpresas e as histórias que se poderão encontrar naquele espaço mitíco, fervilhante de aventura e emoção.
Bruce Hornsby encaixa-se perfeitamente neste tipo de autores. É um contador de histórias, a par com o irmão John Hornsby, e excelente pianista e compositor e tambem costuma tocar acordeão. Acompanhado pelos The Range proporciona-nos essa sensação de espaço e sonho norte-americano, a banda sonora de uma viagem de carro pelos trilhos da América.
Este é o segundo album e data de 1988, sucessor do grande êxito que foi "The Way It Is". Os temas são todos eles grandiosos e muito bem conseguidos. B.Hornsby executa-os, tecnicamente, no seu estilo peculiar de tocar piano, muito harmonioso. Canta de uma forma natural sem querer ser convicente, dando às músicas só o indispensável para que elas vivam. A banda é muito segura e complementa o autor no seu trabalho.
Vou só referir as faixas "The Valley Road" e "The Road Not Taken" como as que mais me satisfizeram, e curiosamente ambas incluem a palavra "road" no título. Será para reforçar o que disse no primeiro parágrafo?
Uma curiosidade para terminar, o tema "Jacob's Ladder", co-escrito pelos manos Hornsby, deu a Huey Lewis um 1º lugar no top norte-americano em 1987, ou seja 1 ano antes da sua edição pelo próprio autor. Ao que parece Huey Lewis terá sido um dos grandes impulsionadores da carreira de Bruce Hornsby, e aparece neste album como convidado no tema "Defenders Of The Flag" a tocar harmónica.
Este CD é um excelente companheiro para uma viagem de carro, seja ela onde for, mas se for nos EUA melhor ainda.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Never Told a Soul - JOHN ILLSLEY


1 Boy With Chinese Eyes 5:00
2 The Night Café 4:52
3 Never Told a Soul 5:31
4 Jimmy on the Central Line 4:34
5 Northern Line 8:46
6 Another Alibi 4:19
7 Let the River Flow 6:09

É o primeiro registo magnético a ser aqui exposto. O primeiro album a solo de John Illsley, baixista dos Dire Straits, em 1984. Ao escrever o "primeiro"é óbvio que veio a haver um "segundo" do qual não falaremos para já, e por esses dois albuns ficou, por enquanto. Quero com isto dizer que a carreira a solo de Illsley não foi propriamente uma carreira de referência, e o próprio baixista reconhece isso. Foi escrevendo as suas músicas, a um nível muito pessoal, e nunca quis que estas se envolvessem com o projecto Dire Straits. Preferiu sempre guardar as ideias até à decisão de gravar este album, onde participam Mark Knofler e Terry Williams (guitarrista e baterista recente, na altura, dos Dire Straits), Phil Palmer e Chris White, (guitarrista e saxofonista) que viriam a fazer parte, mais tarde, da formação ao vivo dos Dire Straits.
O album acaba por ser muito interessante. Digo acaba, porque às primeiras audições ficamos com a sensação de ser um album muito pouco ambicioso e de fraca expressividade. John Illsley não é grande vocalista, tem um registo muito linear e pouco expressivo, mas as canções são boas, e bem construidas.
"Never Told a Soul" tem Mark Knofler na guitarra clássica, a fazer lembrar por momentos a sonoridade de "Private Investigations". "Night Café" é para mim o melhor momento do album. A faixa "Northern Land" parece um pouco desperdiçada. A ideia é boa, introdução de piano e fliscorne, mas que não cola com a parte seguinte do tema. Podia ter sido mais bem trabalhada.
É dificil fugir à sonoridade dos Dire Straits, nomeadamente nos temas com M.Knofler, mas está longe do nível de qualquer um dos albuns da histórica banda. Mesmo assim é um bom album a descobrir para quem gosta do "universo" Dire Straits. Bem tentei, mas a comparação é inevitável.

domingo, 10 de junho de 2007

Registos Magnéticos

Todas as edições até aqui apresentadas eram "registos digitais" ou CDs, daqui para a frente começam a aparecer os LPs, os tais registos magnéticos do titulo deste blog.
Mas afinal o que são registos magnéticos?

O formato de gravação em discos de vinil tem por base a gravação magnética de sons em que um arame era magnetizado por um electroiman que estava ligado a um microfone. Para a reprodução tornava-se a passar o mesmo arame por um electroíman e, por indução magnética, era reproduzido o som. Isto foi o inicio da gravação magnética. Estes registos começaram por ser inicialmente gravados em cilindro até por volta de 1907, ano em que aparece a primeira gravação num disco de duas faces e com 1 cm de espessura. O vinil tal como o conhecemos actualmente só começou a ser usado em 1950, antes os registos eram gravados em goma-laca.
Em 1934 a BASF, mudou o suporte de arame das gravações para uma fita plástica coberta num dos lados por óxido de ferro. A grande inovação era que este tipo de gravação era reutilizável e editável. Nos anos 70 começou a pesquisa da gravação de som em formato digital que veio degenerar em inicios dos anos 80 no formato CD, hoje o mais usado.
Apesar de actualmente o CD ser o formato mais em voga, os puristas do vinil continuam a existir em grande número. O CD trouxe-nos mais conforto, num formato mais pequeno, com mais informação e de fácil arrumação. Tem uma maior durabilidade, e não tem o problema do pó acumular nos sulcos e estragar a audição com "batata frita", no entanto certos entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação ao formato digital em geral. O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as frequências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmónicos, ecos e batidas graves e "naturalidade" e espacialidade do som. Estas diferenças no entanto são pouco perceptíveis a ouvidos destreinados. Há tambem a destacar a perca do formato, conceito, das capas, em que algumas poderiam ser autênticas obras de arte. No formato cd elas são muita pequenas e perdem muita definição, isto em relação a capas já bem conhecidas uma vez que, o CD entretanto já nos presenteou com inovações de nivel estético e novos conceitos de capa tem surgido. O novo formato obriga à procura de um novo caminho, lá está a evolução de novo a falar mais alto.
Perante isto tudo, cá por casa mantêm-se a colecção do vinil com buscas em feiras de velharias, lojas de usados e ocasiões, e vai-se acompanhando o que vai aparecendo de novo e de velho, pois que cada vez mais há reedições, em CD, cheias de novidades e bonus sempre muito actractivos.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

The Band (w/ bonus tracks) - THE BAND

1 Across the Great Divide 2:53
2 Rag Mama Rag 3:04
3 The Night They Drove Old Dixie Down 3:33 4 When You Awake 3:13
5 Up on Cripple Creek 4:34
6 Whispering Pines 3:58
7 Jemima Surrender 3:31
8 Rockin' Chair 3:43
9 Look Out Cleveland 3:09
10 Jawbone 4:20
11 The Unfaithful Servant 4:17
12 King Harvest (Has Surely Come) 3:39
13 Get up Jake [*] 2:17
14 Rag Mama Rag [*/mix] 3:05
15 The Night They Drove Old Dixie Down [*] 4:16
16 Up on Cripple Creek [alternate take/*] 4:54
17 Whispering Pines [alternate take/*] 5:06
18 Jemima Surrender [alternate take/*] 3:48
19 King Harvest (Has Surely Come) [*] 4:28

O segundo album dos The Band data de 1969 e já apanha a banda mais concentrada no seu trabalho. Fiquei com a ideia de que "Music From Big Pink" teria sido mais espontâneo e que este trabalho terá sido mais elaborado, e mais amadurecido. A primeira grande diferença está logo no trabalho de composição do album, se no anterior os créditos eram repartidos entre Richard Manuel e Robbie Robertson neste album Robertson é practicamente o unico autor, excepção para 3 temas ( When You Awake, Whispering Pines e Jawbone ) de autoria conjunta entre os dois elementos. Há tambem um tema repartido por Robertson com Levon Helm, "Jemima Surrender". É provavelmente essa uma das razões da diferença de som neste album, mais Blues, mais Rock que o anterior que evidenciava uma maior aproximação ao Country Rock, R.Robertson terá conseguido aqui "impôr" mais o seu estilo. No entanto perduram momentos como no primeiro album, o clássico "The Night They Drove Old Dixie Down", o Country de "Rag Mama Rag", as baladas de Richard Manuel "When You Awake" e "Whispering Pines", e ainda o acústico "Rockin' Chair". Desta sessão saiu tambem "Up On Cripple Creek", tema de referência nos concertos da banda.
Como bonus tracks temos um tema que não tinha sido editado (Get Up Jake) e os restantes são sessões de temas que estão no alinhamento original do album.
Mais uma vez ficam como uma excelente referência da musica popular Norte-Americana. É raro haver bandas com esta disposição, e entrega. A participação de todos eles, nas vozes, a variedade de instrumentos, Garth Hudson divide-se entre o piano, orgão, acordeão e sopros, Rick Danko toca baixo, trombone e violino, as músicas que são simples, mas tão cheias de sentimento e encanto tambem conseguem ser por vezes agressivas e autoritárias. Como já referi no post do primeiro album não eram uma banda, eram uma instituição.

sábado, 2 de junho de 2007

Trombipulation - PARLIAMENT

1 Crush It 3:51
2 Trombipulation 4:34
3 Long Way Around 5:40
4 Agony of Defeet 6:23
5 New Doo Review 5:55
6 Let's Play House 3:39
7 Body Language 5:57
8 Peek-A-Groove 7:48

GET FUNKY!
Apesar de ser considerado um trabalho menor, na obra dos Parliament, este ultimo album da banda, no ano de 1980, é mesmo assim um trabalho a ter em conta. Donos de um estilo, e estética, muito peculiar, liderados pela excêntricidade de George Clinton com a parceria dessa referência funk que é Bootsy Collins, viveram os anos 70 com toda a energia, ousadia, e provocação a par dos Funkadelic. Os concertos, e os discos, eram autênticas orgias dada a presença de inumeras participações, assemelhavam-se a uma grande festa, ou celebração.
Continua-se a sentir o calor Funky nesta fase terminal da banda sem o grande aparato de outros momentos. Grande destaque para os naipes dos sopros, sempre muito presentes e com muito balanço. Os temas não são fáceis de apanhar nas primeiras audições, é preciso entrar mesmo dentro do album e senti-lo, deixá-lo envolver-nos com o seu Groove. Os sintetizadores preenchem todos os espaços, com sons estranhos na maioria dos casos e algumas piscadelas de olho a alguns clássicos.
Como referências destaco "New Doo Review" com a sua linha de baixo contagiante. "Agony of Defeet" é o tema mais aparentado com o passado da banda, e era supostamente o single desta edição, mas não resultou como tal. Em "Long Way Around" temos um pequeno solo de Michael Brecker, no sax-tenor, mesmo a terminar. Como já referi antes é ouvir e deixar envolver, participar na festa
e ser parte dela.