sábado, 28 de junho de 2008

RYKODISC - THE ANTHOLOGY - CD02


1 Chain - THE FIRE THEFT 3:43
2 Joe's Garage - FRANK ZAPPA 4:09
3 Tear Stained Letter - RICHARD THOMPSON 4:42
4 Come Back (Light Therapy) - JOSH ROUSE 4:37
5 Walking On Thin Ice - YOKO ONO 5:58
6 Bubblehouse - MEDESKI, MARTIN & WOOD 4:28
7 Ain't No End - THE JAYHAWKS 3:42
8 Academy Fight Song - MISSION OF BURMA 3:08
9 Fire - JIMI HENDRIX 3:28
10 Crooked Frame - ALEJANDRO ESCOVEDO 4:00
11 Awkward Age - JOE JACKSON BAND 3:20
12 Descarga De Hoy - CUBANISMO 6:18
13 Pacing The Cage - BRUCE COCKBURN 4:38
14 Paris 1919 - JOHN CALE 3:30
15 Cougar Run - MICKEY HART 3:39
16 Confession Time (Cops) - BILL HICKS 4:26

A fornada do segundo CD desta compilação é composta por mais dezasseis temas, de outros tantos artistas, dos quais a RYKODISC se orgulha de possuir no seu rico património. No total dos dois CDs são apresentados trinta e seis trabalhos ficando de fora muitos outros de renome como Elvis Costello ou David Bowie, só para nomear alguns. Apesar deste último pormenor, qualidade não falta por aqui.
Frank Zappa será porventura o maior orgulho do catálogo RYKODISC. Zappa foi o primeiro a possuir um gravador digital nos Estados Unidos, e sempre foi manifesta a sua vontade de ver toda a sua obra (re)editada neste formato. Joe's Garage, do album do mesmo nome, é assim o tema que aqui representa este magnífico músico e a sua vasta obra que ainda hoje, e após a sua morte em 1993, ainda dá frutos. Curiosamente foi precisamente este album, e nomeadamente este tema, que me iniciaram já há alguns anos atrás no universo Zappiano.
Jimi Hendrix tambem foi um artista cuja obra sempre mereceu melhor tratamento e por aqui aparece ele numa gravação ao vivo.
Yoko Ono marca presença com um tema muito interessante e muito intenso. Richard Thompson, membro fundador dos Fairport Convention, apresenta um Rock com cheirinho Country/Folclore tambem muito interessante e divertido. Bons pormenores de guitarra.
Josh Rouse é outra boa presença com um tema Pop muito bem elaborado, sustentado por uma boa linha de baixo. Pop de qualidade.
Os Mission Of Burma irão ter sempre a sina de ter sido por causa deles que Peter Buck, guitarrista dos R.E.M., comprou um leitor de CDs. Bom Rock. Tambem ficam na história como os primeiros a preencher um CD na totalidade dos oitenta minutos.
Medeski, Martin & Wood são hoje uma referência obrigatória do Jazz mais moderno e é obrigatório prestar atenção e curtir o seu som.
Bruce Cockburn é outro dos nomes de que a RYKODISC se orgulha, aqui em presença acústica.
De salientar ainda uma passagem por ambientes mais latinos com o projecto Cubanismo, momento Salsa/Jazz, e um curioso Mickey Hart que nos delicia com as suas percussões, tanta musicalidade.
A fechar a colectânea vêm um momento de stand-up comedy com Billy Hicks a entreter as suas hostes.
Esta edição vêm acompanhada de um livreto com declarações dos três sócios, Don Rose, Arthur Mann e Robert Simmonds, e alguns apontamentos de pequenos pormenores interessantes, curiosos, e históricos, pelos quais a editora passou ao longo destes 20 anos. É pena não haver mais editoras a criar amostras deste género.

terça-feira, 24 de junho de 2008

RYKODISC - THE ANTHOLOGY - CD01


1 Changes - SUGAR 4:00
2 This Magic Moment - MISFITS 2:37
3 Honey White - MORPHINE 3:08
4 Looking Forward To Seeing You - GOLDEN SMOG 2:47
5 Happiness Is Drumming - DIGA RHYTHM BAND 3:20
6 Satisfaction - DEVO 3:01
7 Put Your Hand Inside The Puppet Head - THEY MIGHT BE GIANTS 2:10
8 Take Me Down - KELLY WILLIS 3:47
9 I Will Dare - THE REPLACEMENTS 3:19
10 Wicked World - OSAKA POPSTAR 3:06
11 Tied To The Tracks - SOUL ASYLUM 2:44
12 Valentine - NILS LOFGREN 6:14
13 Pink Moon - NICK DRAKE 2:05
14 Lullaby For Hamza - ROBERT WYATT 4:29
15 Ai Du - ALI FARKA TOURE / RY COODER 7:08
16 Not So Far To Go - KELLY JOE PHELPS 5:20
17 24/7 Man - ROBERT CRAY 3:25
18 Day After Day - BADFINGER 3:07
19 Thank You Friends - BIG STAR 3:07
20 Even The Clouds Get High - JAMES KOCHALKA SUPERSTAR 2:08

Ao comemorar 20 anos de existência, em 2004, a editora RYKODISC criou esta compilação, em CD duplo, na qual é apresentada uma parte do seu rico catalogo. Estamos assim perante uma colectânea bastante interessante sem qualquer interesse comercial, o CD costuma aparecer nas prateleiras de grandes superficíes a preços muito baixos, mas com interesse comemorativo e obviamente de divulgação.
A RYKODISC foi criada em 1984 com o propósito de licenciar os direitos, para Cd, de artistas que já tivessem contratos discográficos, com trabalhos já editados em vinyl e cassete, e que estivessem desejosos de relançar os seus trabalhos mas desta vez em formato digital, o qual começava por estas alturas a desflorar. Uma vez que nos primórdios da edição digital se dava pioridade às edições de música clássica, os criadores da RYKODISC viram aqui a sua oportunidade de agarrar um novo mercado, em vias de expansão, editando trabalhos de outras areas.
Neste primeiro CD encontramos desde os Morphine, criadores de um som muito próprio nos anos 90, aos Devo, que serão sempre recordados como uma das bandas mais inovadoras da New Wave. Temos o Rock vibrante dos Replacements, o ambiente acústico e intimista de Nick Drake, ou Kelly Joe Phelps a soar como a versão masculina de Norah Jones. Robert Wyatt dá-nos mais do seu som experimental e único, os They Might Be Giants soltam a sua Pop Electrónica, e Robert Cray continua a fazer bom Funky/Rhythm'n Blues. De salientar a presença de Nils Lofgren com uma balada, bem americana, que é "Valentine" e Ali Farka Touré/Ry Cooder partilham um bom momento de Blues que enche qualquer alma.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Vitalogy - PEARL JAM


1 Last Exit 2:54
2 Spin the Black Circle 2:48
3 Not for You 5:52
4 Tremor Christ 4:12
5 Nothingman 4:35
6 Whipping 2:35
7 Pry, To 1:03
8 Corduroy 4:37
9 Bugs 2:45
10 Satan's Bed 3:31
11 Better Man 4:28
12 Aye Davanita 2:58
13 Immortality 5:28
14 Hey Foxymophandlemama, That's Me 7:44

Em 1994 os Pearl Jam lançavam o terceiro album e enveredavam por caminhos mais obscuros. Este facto é evidenciado, acima de tudo, pelo conteúdo da embalagem do Cd, em formato de livro, que é preenchida com textos que expõem algumas situações bizarras e ignorantes que só mesmo os mais ingénuos, ou menos informados, poderiam aceitar como tal. Musicalmente este foi o album menos homogéneo da banda, até à data, reflectindo-se a temática do livro em alguns temas mais ousados e fora do capítulo Rock'n Roll da banda Norte-Americana.
Vitalogy começa logo por ser dividido em duas partes, Division One / Division Two. A Division One é mais equilibrada e consiste nos primeiros seis temas do alinhamento, que são provenientes da melhor casta de produção dos Pearl Jam, "Last Exit", "Not For You", "Tremor Christ" e "Nothingman" são boas peças a ter como referência no repertório da banda. A Division Two comporta os restantes temas e é mais "Kafkiana", por aqui se sente a tal obscuridade referida logo de início. "Pry, To" é uma passagem, o momento, em que se muda a ambiência. "Corduroy" e "Satan´s Bed" são dois grandes temas de Rock, possantes. "Bugs" é doentio. Neste tema minimalista Eddie Vedder toca acordeão, repetindo sempre a mesma frase, e vê insectos por todo o lado. Durante todo o tema divaga acerca da situação. "Better Man" e "Immortality" são os melhores momentos do album. "Aye Davanita" é um instrumental em jeito de aquecimento e a encerrar está "Hey Foxymophandlemama, That's Me" que é uma peça de sete minutos de montagem experimental em que um díalogo se confude com o crescendo progressivo da banda, peça a peça, até se concluir o puzzle.
Misterioso, cativante, e emocionante são os adjectivos que posso usar para caracterizar este grande trabalho dos Pearl Jam.

terça-feira, 10 de junho de 2008

The Odyssey (Limited Edition) - SYMPHONY X


1 Inferno (Unleash the Fire) 5:32
2 Wicked 5:32
3 Incantations of the Apprentice 4:22
4 Accolade II 7:53
5 King of Terrors 6:19
6 The Turning 4:44
7 Awakenings 8:21
8 The Odyssey: 24:09
Part I Odysseus’ Theme / Overture,
Part II Journey To Ithaca,
Part III The Eye,
Part IV Circe (Daughter Of The Sun),
Part V Sirens,
Part VI Scylla And Charybdis,
Part VII The Fate Of The Suitors / Champion Of Ithaca
9 Masquerade [Bonus Track] 5:59

Sob influências óbvias do Heavy Metal praticado nos anos 80 por músicos como Yngwie Malmsteen, King Diamond ou os Iron Maiden, os Symphony X tentam elevar o género a uma corrente épica, dimensionalmente monstruosa.
The Odyssey é o sexto trabalho de originais desta banda Norte-Americana, editado em 2002 e, tal como o próprio nome indica, é uma jornada épica de Metal Progressivo. Tenta-se produzir Heavy Metal com a magia da música clássica mas acaba por resultar num trabalho maçador e repetitivo, no entanto não deixa de ser interessante e curioso.
Os primeiros temas, "Inferno" e "Wicked", abrem as instâncias com um som mais actual, daqui para a frente entra-se na toada de um Metal mais harmonioso e de vocalizações mais melódicas, em tom quase operático. O ponto forte do CD acaba por ser o tema principal, "The Odyssey", com os seus longos 24 minutos, divididos por sete suites, em que os potentes riffs de guitarra se vão entendendo com diversos arranjos de orquestra trabalhados por Michael Romeo o líder da banda.
Nesta edição limitada aparece como bónus track "Masquerade" que é uma nova apresentação de um tema que a banda já tinha gravado anteriormente para o album Prelude to The Millennium em 1998. Juntamente com "The Odyssey" é o tema que mais se enquadra, neste album, ao conceito sinfónico da banda. A edição limitada vale a aposta só por esta inclusão.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Veni Vidi Vicious - THE HIVES


1 The Hives-Declare Guerre Nucleaire 1:35
2 Die, All Right! 2:46
3 A Get Together to Tear It Apart 1:52
4 Main Offender 2:33
5 Outsmarted 2:22
6 Hate to Say I Told You So 3:22
7 The Hives-Introduce the Metric System in Time 2:06
8 Find Another Girl (Butler, Mayfield) 3:12
9 Statecontrol 1:54
10 Inspection Wise 1999 1:37
11 Knock Knock 2:10
12 Supply and Demand 2:26

Rock´n Roll do bom, com desvarios Punk, vindo do frio do Norte da Europa, mais propriamente da Suécia. Estamos perante uma banda cheia de vitalidade que despeja energia a toda a sua volta contaminando o ar mais puro que encontrar.
Este CD, editado no virar do século, é o segundo registo de originais da banda e apesar de ser um CD pequeno, num total de 28minutos, é muito intenso e obrigatório. Contêm doze pequenos temas, entre eles uma versão, "Find Another Girl" de Jerry Butler e Curtis Mayfield, muito interessante com a forte presença de um Moog e com as guitarras mais definidas, em jeito latino. Os restantes onze temas são totalmente explosivos, em doses cruas de guitarras, sempre em ritmo acelerado, acompanhadas pela omnipresença de um sintetizador escondido. Predominância dos Riffs de guitarra simples, directos ao que interessa, sem grandes malabarismos, tudo em estética de preto e branco.
O melhor Rock sempre foi assim, simples, sincero, mexido e curto. Deleite absoluto.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Chaos and Disorder - PRINCE


1 Chaos and Disorder 4:19
2 I Like It There 3:15
3 Dinner with Delores 2:46
4 The Same December 3:24
5 Right the Wrong 4:39
6 Zannalee 2:43
7 I Rock, Therefore I Am 6:15
8 Into the Light 2:46
9 I Will 3:37
10 Dig U Better Dead 3:59
11 Had U 1:26

Em 1996 Prince, ou o artista formalmente conhecido como "Symbol", cumpria ainda contrato com a Warner Bros. e como tal este CD vem fechar esse capítulo. Este pormenor reflecte-se no sentido de nos apercebermos estar perante um trabalho não muito elaborado, sentimos estar mais perante uma sessão de grupo do que perante um trabalho notável feito com peso e medida, apesar de tudo tem a marca inequívoca de Prince e da New Power Generation, mas numa sessão mais virada para o Rock. É tambem a prova de que este pequeno génio se movimenta bem em qualquer que seja a area, e o seu toque de Midas faz o resto. Sem ser um album de referência na carreira de Prince não é de o considerar como um album menor perante o resto da discografia, apenas um pouco diferente.
É evidente desde o início do CD a presença da guitarra eléctrica e ritmos mais rockeiros, "Chaos and Disorder" e "I Like It There" dão o mote. "Diner With Delores" em jeito de balada mais Pop atenua e "The Same December" volta a entrar no campo do Rock. "Right The Wrong" é um dos grandes temas deste trabalho, aqui já se sente o Prince dos bons momentos, com bons arranjos. "Zannalee" começa de forma "Hendrixiana", o legado nunca foi negado, e aqui os Blues ressaltam em grande estilo. "I Rock, Therefore I Am" e "Dig u Better Dead" juntam-se ao atrás referido "Right The Wrong" e completam o trio dos melhores temas do CD ao melhor estilo de Prince. "Into The Light" e "I Will", como um só tema, complementam mais uma bonita balada e a fechar "Had u" acaba por ser practicamente um pequeno apontamento de encerramento.
Nas notas do CD Prince refere que a intenção deste material era inicialmente para consumo privado mas acabou por servir como o último material original criado por Prince para a Warner Bros. demonstrando assim a falta de interesse em criar um album novo só para cumprir contrato e acabando por servir apenas "restos" à editora.
E mesmo os restos são tão bons.