quinta-feira, 28 de novembro de 2024

HASTA SIEMPRE COMANDANTE! - Tributo A Che Guevara


   CD1
1 Hasta Siempre (C. Puebla) - CARLOS PUEBLA Y SUS TRADICIONALES   3:42
Si El Pueta Eres Tu (P. Milanés) - PABLO MILANÉS Y EL GRUPO DE EXPERIMENTACIÓN SONORA DEL ICAIC   2:12
Che Guevara (N. Guillén/Alma Mater) - GRUPO ALMA MATER   3:40
Fusil Contra Fusil (S. Rodriguez) - SILVIO RODRIGUEZ Y EL GRUPO DE EXPERIMENTACIÓN SONORA DEL ICAIC   3:14
5 Lo Eterno (C. Puebla) - CARLOS PUEBLA   3:31
6 Por Los Andes Del Obre (T. Castellanos) - OMARA PORTUONDO   3:07
7 Andes Lo Que Andes (A. Perez) - AMAURY PEREZ   3:30
8 Un Nombre (C. Puebla) - CARLOS PUEBLA E SUS TRADICIONALES   2:25
9 Canción Del Guerrillero Heroico (D. Viglietti) - ELENA BURKE   2:40
10 Comandante Che Guevara (Desconhecido) - GRUPO TABACALERO   1:07
11 Respeto Al Che Guevara (A. Medin)   -   QUINTETO REVELDE   2:33
12 Son Los Sueños Todavia (G. Alfonso)   -   GERARDO ALFONSO, SANTIAGO FELIÚ, IRENE GARCIA, ROSA M. ARMENEIROS e IVÁN LATOUR   4:40
13 Su Nombre Es Pueblo (E. Ramos)   -   SARA GONZÁLEZ   4:35
14 Que Pare El Son (C. Puebla)   -   CARLOS PUEBLA   2:16
15 Che Comandante (D. Azamendia/F. de Guarania)   -   CACIQUE PARAGUAYO   3:07
   CD
1 Discurso del Che en la ONU (11/12/1964)   4:19
2 Letter of Che to Fidel read by president Fidel Castro (3/10/1965)   4:22

Dupla edição em formato CD, com selo da editora Portuguesa Som Livre, que reúne variado repertório musical cubano, inspirado por - ou em homenagem a - Ernesto 'Che' Guevara, o jovem médico Argentino que se tornou guerrilheiro da luta revolucionária latino-americana, iniciando a sua atividade de guerrilha ao lado de Fidel Castro, em 1956, na preparação da revolução que ditou a queda do ditador Fulgêncio Baptista na ilha de Cuba, em 1959.

Disposto a liderar insurreições na América Latina e em África, para lutar contra a opressão e a tirania, 'Che' Guevara deixou Cuba em 1965, acabando por ser capturado e executado na selva da Bolívia em 1967. E o mito do herói floresceu. A célebre imagem do jovem comandante tornou-se num símbolo de adoração e um exemplo de força, coragem e estímulo revolucionário. O poderoso carisma de 'Che' inspirou igualmente imensos cânticos, poemas e canções que lembram, choram, engrandecem e homenageiam o espírito de um ícone maior que o seu legado.

Esta edição data de 2007 e parece estar parcialmente baseada em "Hasta Siempre Comandante (Más De 30 Anos Después)", edição da Tumi Music, e "Cantarte Comandante", edição da Egrem. Ambas as edições propunham-se a comemorar os 30 anos da morte de 'Che' Guevara, em 1997. Qualquer das edições, Portuguesa inclusive, é parca em informação pelo que há alguma imprecisão nos detalhes, nomeadamente quanto às datas de gravação destas músicas. No entanto, é possível identificar algum deste repertório e presumir-se que seja composto por obras gravadas entre 1965 e 1996. 

O primeiro autor e intérprete que sobressai nesta compilação é Carlos Puebla. São dele as músicas mais conhecidas acerca de 'Che' tal como é o caso de "Hasta Siempre". É também Carlos Puebla o músico mais representado nesta edição com a inclusão das quatro músicas que compõem o EP "Hasta Siempre" de 1968. Encontram-se ainda por aqui nomes sonantes da música Cubana como Pablo Milanés, Silvio Rodríguez, Omara Portuondo, Amaury Pérez, Elena Burke e Sara González, um nome mais atual como Gerardo Alfonso e uma curiosidade como o harpista El Cacique Paraguayo. Não se encontra informação referente ao Grupo Alma Mater e ao Grupo Tabacalero. Por fim, menção à inclusão do Quinteto Rev(b)elde neste alinhamento, associando assim a importância da sua peculiar ligação com a revolução de Cuba. 

O Quinteto Rebelde formou-se entre os guerrilheiros de Fidel Castro, aquando dos preparativos da revolução na Sierra Maestra. O quinteto animava os guerrilheiros com as suas músicas e quando solicitaram a Castro que lhe fornecesse armas para irem também à luta, Castro ter-lhes-à respondido que já detinham a melhor arma possível, a arma ideológica. Com a força da sua música, animavam e instigavam os rebeldes assim como confundiam e persuadiam o inimigo.

O segundo CD desta edição contém apenas duas faixas audio. A primeira corresponde ao discurso de 'Che' Guevara na assembleia da ONU em Dezembro de 1964 e a segunda faixa  corresponde à leitura, por Fidel Castro, da carta com que 'Che' se despediu de Cuba, em Outubro de 1965.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Canta Em Espanhol - NAT KING COLE


1 Ansiedad (Roberto 'Tito' Mendoza)   3:25
2 Ti Quiero, Dijiste (Maria Grever/Charles Pasquale)   2:34
3 Perfidia (Alberto Dominguez)   2:17
4 Yo Vendo Unos Ojos Negros (B. Schluger adap. Nat King Cole)   2:20
5 Cachito (Consuelo Velazquez)   2:45
6 El Bodeguero (Richard Egues)   2:18
7 Acércate Más (Osvaldo Farres)   2:43
8 Quizás, Quizás, Quizás (Osvaldo Farres/Joe Davis)   2:39
9 Arrivederci, Roma (Rascel/Garinei/Giovannini)   2:39
10 Noche De Ronda (Maria Teresa Lara)   2:26
11 Maria Elena (Lorenzo Barcelata)   2:36
12 Las Mañanitas (Arr. Jack Harris/Kirk Patrick)   2:50 
13 Adelita (Arr. Jack Harris/Kirk Patrick)   2:03
14 Caboclo Do Rio (Babi De Oliveira)   1:50
15 Tú, Mi Delirio (Portillo De La Luz)   2:30

Edição em formato CD, em 2010, com selo da Companhia Nacional de Música, S.A. - editora, produtora e distribuidora de fonogramas e videogramas musicais, criada em 1993 por Nuno Rodrigues, um dos membros fundadores da saudosa Banda do Casaco. Esta edição recupera, integralmente, o álbum 'Cole Español', de 1958, e ainda inclui quatro músicas do álbum 'A Mis Amigos', de 1959. Nat 'King' Cole gravou um terceiro álbum cantado em Espanhol, editado em 1962 com o título 'More Cole Español', mas nenhuma das músicas desse registo foi aqui incluída. 

O primeiro contato de Nat 'King' Cole com o mundo latino, mais concretamente com Cuba, dá-se em 1956, para cantar e tocar no clube Tropicana, acompanhado pela orquestra de Armando Romeu Jr. na interpretação de canções do seu repertório em Inglês. Dado o enorme sucesso da sua passagem pelo Tropicana, Nat 'King' Cole regressaria a Cuba em 1957 e 1958, para novas datas, e foi nesse último ano que o inebriante cantor negro norte-americano, de voz doce e melodiosa, igualmente apreciado pelos seus dotes ao piano, aceitou gravar um disco cantado em Espanhol e composto apenas por canções sul-americanas. 

A maior parte do álbum foi gravada em Havana, no estúdio Panart, pela orquestra de Armando Romeu Jr. e pelo coro do Cuarteto de Facundo Rivero, sob o atento acompanhamento de Nat 'King' Cole que tinha de aprender a cantar este repertório, numa língua que não dominava de forma nenhuma. Cole aprendeu as letras pela sua fonética, com uma preciosa ajuda do pianista do clube Tropicana, e a parte vocal foi depois gravada em Hollywood. Destas sessões resultou o álbum 'Cole Español', editado originalmente em 1958 e incluído no seu todo nesta edição da CNM.

No ano seguinte, em 1959, dá-se a revolução de Fidel Castro em Cuba, o que provocou o cancelamento das novas datas para um regresso de Nat 'King' Cole à ilha e consequentemente originou uma digressão de seis semanas pela América do Sul, com paragem no Brasil para a gravação de um segundo álbum com repertório sul-americano. 'Mis Amigos' foi gravado no Rio de Janeiro, com direção de Dave Cavanaugh, e deste álbum foram retiradas quatro músicas para integrar esta edição; "Ansiedad", "Perfidia", "Yo Vendo Unos Ojos Negros" e "Caboclo Do Rio".

Obra com tanto de inesperado como de adorável, é notável como a acentuada pronúncia norte-americana de Nat 'King' Cole consegue transmitir um aconchego surpreendente que não afeta a essência latina destas músicas. Apenas a graciosidade de uma voz tão doce e envolvente permite a magia e autenticidade desta interpretação. O repertório gravado baseia-se essencialmente em música cubana e mexicana mas também inclui músicas de outros países latinos. O enorme sucesso destas gravações ajudou a espalhar, ainda mais, a classe, o charme e o inesquecível encanto artístico de Nat 'King' Cole assim como à divulgação da música latina.