quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Follow The Leader - KORN


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13 It's On! (Korn)   4:28
14 Freak On A Leash (Korn)   4:15
15 Got The Life (Korn)   3:45
16 Dead Bodies Everywhere (Korn)   4:44
17 Children Of The Korn (Korn/O'Shea Jackson)   3:52
18 B.B.K. (Korn)   3:56
19 Pretty (Korn)   4:12
20 All In The Family (Korn/F. Durst)   4:48
21 Reclaim My Place (Korn)   4:32
22 Justin (Korn)   4:17
23 Seed (Korn)   5:54
24 Cameltosis (Korn/T. Hardson)   4:38
25 My Gift To You (Korn)   7:13 (15:40)
     Hidden track 
     ...   1:55
     Earache My Eye (T. Chong/R. Marin/G. Delorme)   6:25

... 12 faixas em branco depois ... o registo inicia com "It's On!" ... Uma pequena partida com que os norte-americanos Korn brindam o ouvinte na introdução ao aguardado terceiro álbum, editado em 1998. 'Follow The Leader' é um trabalho mais polido e ponderado, relativamente à espontaneidade dos dois trabalhos anteriores, que marca distintamente a posição dos Korn como líderes do Nu-Metal, novo estilo que funde o vigor e a intensidade do rock mais pesado com a cadência da rima declamada do hip-hop

"Follow The Leader" afirma-se como uma obra crucial que define o estatuto de uma nova vertente musical através de uma sonoridade de metal incoerente, mas funcional, incentivado pelo grave vigor das cargas corrosivas das duas guitarras elétricas de 7 cordas, que agravam a sustentabilidade de um som já de si profundo e brutal, produzindo riffs cativantes e apontamentos de efeitos inventivos e distintos. O baixo desenvolve-se por linhas com um groove mais brilhante e trastejante, enquanto que a bateria enquadra no estilo habitual do rock pesado. O vocalista Jonathan Davies cumpre com o papel de um frontman descarado e ordinário que, não sendo um verdadeiro rapper, consegue impor-se com o seu estilo agressivo e onomatopeico.

O registo é composto pela intensidade de músicas com um caráter arrastado e provocante, em que sobressaem o teor sujo da troca de impropérios entre Jonathan Davies e Fred Durst (vocalista dos Limp Bizkit) em "All In The Family", a participação de Ice Cube em "Children Of The Korn" e de Trevant Hardson em "Cameltosis", a curiosa abordagem de ritmo disco para o single "Got The Life" e a inclusão da faixa escondida "Earache My Eye", original de Cheech & Chong, uma dupla de comediantes irreverentes que obteve algum sucesso nas décadas de 1970 e 1980.  

O restante alinhamento funciona bem dentro dos limites do estilo a que se propõe, denotando um trabalho cuidado e elaborado que consegue extravasar em momentos mais excessivos e controlar-se em momentos próprios. Particularidades que expuseram a banda a novas audiências, enquanto mantinham o fulgor inicial. O Nu-Metal estava oficialmente apresentado às hostes mas a sua longevidade ficaria condenada com as novas réplicas ...

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

The Best Of - JAMES

 

1 Come Home (James)   3:55
2 Sit Down (Booth/Gott/Glennie/Whelan)   4:04
3 She's A Star (James)   3:40
4 Laid (James)   2:36
5 Waltzing Along (Single Version) (James)   3:36
6 Say Something (James)   3:25
7 Born Of Frustration (James)   4:36
8 Tomorrow (James/B. Eno)   3:41
9 Destiny Calling (James)   3:50
10 Out To Get You (James)   4:26
11 Runaground (James)   4:09
12 Lose Control (James)   3:55
13 Sometimes (James)   4:37
14 How Was It For You? (James)   2:57
15 Seven (James)   3:19
16 Sound (James)   4:58
17 Ring The Bells (James)   4:43
18 Hymn From A Village (Booth/Gott/Glennie/Whelan)   2:52

Desfile impressionante de hits, verdadeiras memórias geracionais que irão acompanhar eternamente quem as viveu no decorrer da década de 1990, o 'best of' que os britânicos James editaram em 1998 funciona como um legítimo testemunho do período de maior sucesso que a banda atravessou desde o inicio da sua ascensão em 1991.

As origens dos James remontam a 1981, ainda sob a denominação 'Model Team International', focados em criar música que os outros não tinham sequer ainda pensado. Em 1982 já seriam James mas o primeiro single só sairia em 1983, com selo da mítica Factory. Um segundo single, entitulado 'James II', também com selo da Factory, seria editado em 1985, e é nesta edição que se encontra "Hymn From A Village", a música mais antiga do alinhamento deste 'best of'.   

A regravação de "Sit Down", single 'falhado' de 1989 que os James recuperaram numa versão mais curta, para o seu terceiro registo 'Gold Mother', em 1990, despoletou a atenção na banda e as portas do sucesso escancararam-se, por fim, para receber o doce emergir da contagiante alegria pop dos James, na década de 1990. É este o ponto de partida fulcral da coletânea, que se desenvolve através de uma enxurrada de êxitos, que mesmo aqueles que pouco ou nenhum contato tiveram com a banda sabem cantar ou trautear. 

A edição é complementada com a adição de duas músicas novas - "Destiny Calling" e "Runaground" - como uma atração irrefutável e uma aposta considerável, perfeitamente enquadrada com todo o trabalho anterior, o que não deixa de fazer sentido uma vez que a edição desta coletânea coincide com um novo arranque dos James após um curto hiato, entre 1995 e 1996, que parecia prenunciar o final da banda.  

Notável como um repertório tão conhecido, sem ter alcançado um único single nº1, consegue ser tão familiar e uma parte importante do universo musical pop/rock. Esta edição 'Best of' foi inclusive o primeiro álbum dos James a alcançar o nº1 de um top.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

No Line On The Horizon - U2


1 No Line On The Horizon (U2/B. Eno/D. Lanois)   4:12
2 Magnificent (U2/B. Eno/D. Lanois)   5:22
3 Moment Of Surrender (U2/B. Eno/D. Lanois)   7:22
4 Unknown Caller (U2/B. Eno/D. Lanois)   6:00
5 I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight (U2)   4:12
6 Get On Your Boots (U2)   3:23
7 Stand Up Comedy (U2)   3:47
8 Fez - Being Born (U2/B. Eno/D. Lanois)   5:13
9 White As Snow (Trad./U2/B. Eno/D. Lanois)   4:38
10 Breathe (U2)   4:57
11 Cedars Of Lebanon (U2/B. Eno/D. Lanois)   4:10

Acomodados na sua maturidade, os irlandeses U2 passaram a gerir a sua musicalidade numa ligeireza própria de quem já nada precisa provar para sustentar a firmeza do seu estatuto entre os grandes nomes da história da música pop/rock a nível mundial. Aliado a um bom gosto musical, cujas referências assentam na plena admiração e respeito pela legitimidade de uma herança musical em que agora também se incluem, encontra-se ainda a essência de uma íntima devoção e um enorme prazer em produzir música calculada e bem medida, com a devida consideração aos cânones convencionais de um bom enquadramento melódico com a harmoniosa estrutura de canções atrativas e empolgantes.

Editado em 2009, 'No Line On The Horizon' é uma obra de certa forma moderada, sem grandes excessos que não apenas as músicas mais badaladas e reconhecidas. Se "Magnificent" tem ganas de um single poderoso, "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" e "Get On Your Boots" ressaltam na emocionante dinâmica da sua vivacidade e o registo acaba mesmo por se expandir depois em momentos tão distintos e irreverentes como "Unkown Caller", "Fez - Being Born" e "Breathe", músicas que rasgam os contornos mais convencionais do álbum, mas é na sentida interpretação de "White As Snow" que se encontra o momento de ouro desta obra. 

O arranque entusiasmante com "No Line On The Horizon" é um bom auspício para o que se segue mas o álbum complementa-se totalmente, com o parágrafo anterior, na sensibilidade espiritual de "Moment Of Surrender" e "Cedars Of Lebanon" - sustentada pelo sampler de "Against The Sky" de Brian Eno e Harold Budd. Duas músicas que evidenciam a fervorosa dedicação que a banda nutre pelas crença nos valores humanos. 

Claramente, uma das fases mais interessantes para os U2 após o adorável arrojo estético que a banda abraçou na década de 1990, a que não será alheia a colaboração de Brian Eno e Daniel Lanois na produção e composição de mais um belo registo discográfico ao melhor nível da incontornável banda Irlandesa.