quinta-feira, 10 de junho de 2010

Live At The BBC - BEATLES - CD02


1 Crinsk Dee Night [Speech] 1:04
2 A Hard Day's Night 2:24
3 Have a Banana! [Speech] :21
4 I Wanna Be Your Man 2:09
5 Just a Rumor [Speech] :20
6 Roll over Beethoven (Berry) 2:15
7 All My Loving 2:04
8 Things We Said Today 2:18
9 She's a Woman 3:14
10 Sweet Little Sixteen (Berry) 2:20
11 1822! [Speech] :10
12 Lonesome Tears in My Eyes (Burlison, Burnette,Mortimer) 2:36
13 Nothin' Shakin' (But the Leaves on the Trees) (Colacrai, Fontaine,Gluck, Lampert) 2:59
14 The Hippy Hippy Shake (Romero) 1:49
15 Glad All Over (Bennett, Schroeder, Tepper) 1:51
16 I Just Don't Understand (Westberry, Wilkin) 2:46
17 So How Come (No One Loves Me) (Bryant) 1:53
18 I Feel Fine 2:12
19 I'm a Loser 2:32
20 Everybody's Trying to Be My Baby (Perkins) 2:20
21 Rock & Roll Music (Berry) 2:00
22 Ticket to Ride 2:56
23 Dizzy Miss Lizzy (Williams) 2:42
24 Medley: Kansas City/Hey! Hey! Hey! Hey! (Leiber, Penniman, Stoller) 2:37
25 Set Fire to That Lot! [Speech] :27
26 Matchbox (Perkins) 1:57
27 I Forgot to Remember to Forget (Feathers, Kesler) 2:08
28 Love These Goon Shows! [Speech] :26
29 I Got to Find My Baby (Berry) 1:55
30 Ooh! My Soul (Penniman) 1:36
31 Ooh! My Arms [Speech] :35
32 Don't Ever Change (Goffin, King) 2:02
33 Slow Down (Williams) 2:36
34 Honey Don't (Perkins) 2:11
35 Love Me Do 2:29

Entre Março de 1962 e Junho de 1965 os Beatles actuaram em 52 programas de radio da BBC e tocaram um total de 88 músicas, sendo que 36 delas, practicamente versões, nunca foram editadas em disco pela banda. É sobre estas sessões que incide esta edição dupla em que foram recuperadas as melhores gravações, infelizmente não se conseguiram gravações de qualidade do ano de 1962 ainda com a participação de Pete Best na Bateria. Concluindo, esta edição apresenta 56 sessões remasterizadas digitalmente e escolhidas por George Martin, quem mais?
Apesar de as sessões não estarem dispostas de forma ordenada este segundo Cd incide mais na fase dos anos 64/65 e começa-se a notar o aparecimento de mais temas originais da banda. Um dos prazeres de audição de um documento deste nível está em perceber como a banda lidava com a radio de uma forma natural, extrovertida, e de como libertou este meio de um certo convencionalismo em relação ao Rock 'n Roll. A última gravação da banda para a BBC foi captada em Maio de 1965, "Ticket To Ride" e "Dizzy MissLizzy" foram os temas gravados, e foi para o ar em Junho desse ano. A falta de tempo da banda, assim como as condições de gravação que a banda começou a ter nos estúdios da EMI, acabaram com os dias de rádio dos Beatles.
Há momentos interessantes como no final de "Hard Days Night" em que o apresentador interrompe a banda no final da música para provar que os ouvintes não estão a ouvir um disco mas sim a banda a tocar ao vivo para o programa. Noutro momento não deixa de ser curioso, para nós, que este Cd começa com uma intervenção dos Beatles em que há uma menção, jocosa, a Portugal acerca do título atribuido por cá ao filme Hard Days Night. Outro pormenor a ter em conta ocorre no tema "Lonesome Tears In My Eyes" em que se ouve o chiar do pedal de bombo.
É um documento fundamental, com preciosidades, que testemunha a época da radio dos Beatles.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Live At The BBC - BEATLES - CD01


1 Beatle Greetings [Speech] :13
2 From Us to You :23
3 Riding on a Bus [Speech] :53
4 I Got a Woman (Charles) 2:48
5 Too Much Monkey Business (Berry) 2:05
6 Keep Your Hands off My Baby (Goffin, King) 2:30
7 I'll Be on My Way 1:57
8 Young Blood (Leiber, Pomus, Stoller) 1:56
9 A Shot of Rhythm and Blues (Thompson) 2:14
10 Sure to Fall (In Love With You) (Cantrell, Claunch, Perkins) 2:07
11 Some Other Guy (Barrett, Leiber, Stoller) 2:00
12 Thank You Girl 2:01
13 Sha la la la La! [Speech] :27
14 Baby It's You (Bacharach, David, Williams) 2:43
15 That's All Right (Mama) (Crudup) 2:53
16 Carol (Berry) 2:34
17 Soldier of Love (Lay Down Your Arms) (Cason, Moon) 1:59
18 A Little Rhyme [Speech] :25
19 Clarabella (Pingatore) 2:39
20 I'm Gonna Sit Right Down and Cry (Over You) (Biggs, Thomas) 2:01
21 Crying, Waiting, Hoping (Holly) 2:09
22 Dear Wack! [Speech] :42
23 You Really Got a Hold on Me (Robinson) 2:37
24 To Know Her Is to Love Her (Spector) 2:49
25 A Taste of Honey (Marlow, Scott) 1:57
26 Long Tall Sally (Blackwell, Johnson, Penniman) 1:52
27 I Saw Her Standing There 2:31
28 The Honeymoon Song (Sansom, Theodorakis) 1:39
29 Johnny B. Goode (Berry) 2:51
30 Memphis (Berry) 2:12
31 Lucille (Collins, Penniman) 1:49
32 Can't Buy Me Love 2:06
33 From Fluff to You [Speech] :28
34 Till There Was You (Willson) 2:13

Live at the BBC é um Cd duplo, editado em 1994, que incide nas gravações feitas para a BBC nos dias inocentes da banda de Liverpool desde Janeiro de 1963, o primeiro album seria lançado em Março do mesmo ano, até 1965, altura em que a fama atingiu tal dimensão que os Beatles deixaram de ter tempo para ir gravar as suas sessões de radio, assim como tambem já não necessitavam da radio como meio de promoção.
É interessante começar por notar que a banda utiliza maioritariamente temas Nashville, R & B, e Rock 'n Roll que já conheceram êxito nas mãos de outros intérpretes. Neste primeiro Cd encontramos apenas quatro temas originais da dupla Lennon/McCartney e um deles, "I´ll Be On My Way", é um inédito, que a banda só gravou nestas sessões, que foi oferecido a Billy J.Kramer and The Dakotas como lado B de um primeiro single deste artista. Dos restantes originais que aparecem neste Cd, "Thank You Girl" viria a ser gravado como o lado B do single "From Me To You", "I Saw Her Standing There" e "Can't Buy Me Love" viriam a ser êxitos que a história testemunhou. No restante encontramos vinte e três covers de autores bastas vezes referenciados pela banda como influências, Carl Perkins, Chuck Berry, Little Richard, a dupla Goffin/King, ou Buddy Holly, e outros temas que foram êxitos por Elvis Presley, ou Ray Charles. Mas Chuck Berry é de facto o que mais contribui.
Encontram-se tambem no Cd alguns excertos de entrevistas, bastante humorísticos, em que Paul McCartney e John Lennon se destacam como intervenientes.
O Cd vem acompanhado de um livreto com todas as indicações das datas e dos locais de gravação e de transmissão. Obrigatório e essencial em qualquer colecção que se preze.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nocturama - NICK CAVE AND THE BAD SEEDS


1 Wonderful Life 6:49
2 He Wants You 3:31
3 Right out of Your Hand 5:14
4 Bring It On 5:23
5 Dead Man in My Bed 4:40
6 Still in Love 4:44
7 There Is a Town 4:58
8 Rock of Gibraltar 3:00
9 She Passed by My Window 3:20
10 Babe, I'm on Fire 14:46

No seu estilo habitual Nick Cave revela-se um calmo, e sereno, contador de histórias que por vezes tambem se revela explosivo e bastante expressivo, e tudo isto com o apoio fiel dos Bad Seeds que acompanham religiosamente o seu mestre, tornando-se o braço direito deste orador. Além disso Cave detêm um estigma que consegue imprimir uma espécie de carácter religioso às suas composições, seja na lírica seja na soturna sonoridade que tanto caracteriza o seu estilo, e este Nocturama contêm todas estas características.
Nos três primeiros temas do Cd encontram-se os momentos mais ternos deste album, sempre com Cave ao Piano, se bem que o primeiro som que ouvimos no Cd é do Hammond. Ao quarto tema uma interessante linha de baixo sugere algo novo e "Bring It On" traz-nos mais ritmo ao album, e Cave entrega-se mais ao Hammond, para de seguida explodir selvaticamente com "There's a Dead Man In My Bed", lembram-se dos Birthday Party?
"Still In Love" volta ao estilo balada, bem bonita e muito descritiva, "There Is A Town" é bastante Americanizada, Pedal Steel Guitar a fazer lembrar os desertos cheios de pó de "Joshua Tree", "Rock Of Gibraltar" parece um bocado deslocada do resto do album, algo lamecha, e "She Passed By My Window" tem um triste Violino para uma triste melodia. A fechar, um grande momento com um grande tema. "Babe, I'm On Fire" é longo, é potente, minimalista, e soa a manifesto, Nick Cave canta para todo o Mundo.
A referir que o Piano continua a ser o instrumento de eleição de Cave mas há tambem bastantes prestações suas em grandes devaneios de Orgão Hammond a roçarem o experimental, bem colocados e presentes. Boa presença do Baixista de serviço, Martyn P.Casey, e tambem se nota quando Jim Sclavunos se senta na Bateria, em "He Wants You", "Bring It On", "There Is A Town" e "She Passed By My Window".
Nick Cave em 2003 a mostrar que sabe amadurecer.

domingo, 16 de maio de 2010

Only YAZOO: The best Of


1 Only You 3:12
2 Ode to Boy 3:38
3 Nobody's Diary 4:31
4 Midnight 4:20
5 Goodbye 70's 2:33
6 Anyone 3:25
7 Don't Go 3:06
8 Mr. Blue 3:26
9 Tuesday 3:19
10 Winter Kills 4:03
11 State Farm 3:35
12 Situation [US 12 Remix] 5:46
13 Don't Go [Todd Terry Freeze Mix] 6:12
14 Situation [Club 69 Future Funk Mix] 8:48
15 Only You [1999 Mix] 2:53

Qual o resultado do encontro entre um pequeno gênio da música electrónica e uma mulher grande, possante, e cheia de alma? Resposta: os Yazoo. Vincent Clarke e Allison Moyet eram, respectivamente, a estrutura e a voz do grandioso duo Yazoo que numa muito curta existência, entre 1981 e 1983, editou dois albuns apenas.
E são, obviamente, esses dois albuns que fornecem o material que compõe esta colectânea da banda. Entre grandes êxitos como "Only You", "Don't Go" ou "Nobody's Diary" a banda tinha um repertório rico em boa música de base electrónica, sustentada em sequenciações e caixas de ritmos, acompanhada apenas pela corpórea, e enérgica, voz de Allison Moyet. Temas curtos, simples, melodiosos e dançaveis, proporcionaram uma nova corrente de Pop-Electrónica bastante rica e expressiva, dificilmente se consegue ficar indiferente a um tema dramaticamente intenso como "Winter Kills".
A ter em conta que Vincent Clarke foi uma figura muito importante na década de 80 pois esteve na base de três das bandas, de Pop-Electrónica, mais preponderantes dos anos 8o, Depeche Mode, Yazoo e Erasure.

terça-feira, 4 de maio de 2010

The Blade - FRONT LINE ASSEMBLY


1 The Blade (Technohead) 6:37
2 Re-Animate 5:46
3 Target 4:52
4 The Blade [Worldwide Mix] 6:27
5 The Blade [Pro-Gress Mix] 6:25
6 Heatwave 5:24
7 Laughing Pain 5:45
8 The Blade (Blindfold) 6:35

Eis a edição Europeia do Ep "The Blade" da dupla Canadiana Front Line Assembly, em 1992, carregado de grande dose de musica Industrial electrónica. Os Front Line Assembly incluem-se, inclusive, nas primeiras bandas a fundir a sonoridade Industrial com música de dança, a exemplo dos Ministry.
"The Blade" foi um dos singles retirados do Lp Tactical Neural Implant, editado no mesmo ano, e o tema é aqui alvo de quatro misturas que proporcionam quatro ambientes distintos. É um tema intenso, e bastante envolvente, e as misturas aqui apresentadas ajudam a criar novas intensidades em diferentes ambientes, mas todos dentro do género, revelando-se possantes, todas elas, mas a primeira, "Technohead", e a última, "Blindfold", são de facto as mais imponentes elevando o tema às grandes hostes das pistas de dança, mais negras. São realmente ambientes negros, e pesados, que por aqui se esbatem sobre linhas de Vocoder, Sintetizador, Caixa de Ritmo e Samplers.
Há ainda a acrescentar a esta edição a inclusão de quatro temas inéditos que são bastante bons ao ponto de poderem facilmente serem incluídos num alinhamento de qualquer album original da banda. Imperdível para apreciadores.

sábado, 24 de abril de 2010

SOMMS - SOUNDGARDEN - CD02


1 Into the Void (Sealth) (Butler, Osbourne, Sealth, Ward) 6:37
2 Girl U Want (Casale, Mothersbaugh) 3:29
3 Stray Cat Blues (Jagger, Richards) 4:46
4 She's a Politician 1:48
5 Slaves & Bulldozers [live] 8:38

Esta edição de Badmotorfinger é Americana, limitada, e inclui um Cd extra que é o Ep "SOMMS", cujo termo significa nada mais nada menos que, "Sattanoscilattemymetallicsonatas".
Este Ep é composto por cinco raridades e começa com uma versão de "Into The Void" dos Black Sabbath tambem ela uma raridade, isto porque a letra que Cornell canta não é a original dos Black Sabbath mas uma letra, de um discurso de 1852, atríbuida ao chefe Índio "Chief" Sealth, líder de uma das tribos Índias que habitavam no estado Norte-Americano de Washington, onde se situa Seatlle. Seath será mesmo uma das variações do nome Seatlle.
Outras duas versões se seguem, "Girl U Want", original dos Devo, e "Stray Cat Blues", dos Rolling Stones. Ambas são bastante boas prestigiando os originais como uma homenagem de categoria. "She's A Politician" é uma pequeno tema da autoria de Chris Cornell, e por fim "Slaves & Bulldozers", de Badmotorfinger, captada ao vivo algures na América.
Revela-se assim como uma pequena preciosidade, este Ep, cheio de pormenores que obviamente poderão interessar mais aos fans da banda. Basta no entanto ser bom apreciador de bom Rock para se conseguir captar a boa energia deste Ep.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Badmotorfinger - SOUNDGARDEN - CD01


1 Rusty Cage 4:25
2 Outshined 5:10
3 Slaves & Bulldozers 6:55
4 Jesus Christ Pose 5:50
5 Face Pollution 2:23
6 Somewhere 4:20
7 Searching with My Good Eye Closed 6:31
8 Room a Thousand Years Wide 4:05
9 Mind Riot 4:49
10 Drawing Flies 2:26
11 Holy Water 5:07
12 New Damage 5:39

Em 1991 os Soundgarden editavam "Badmotorfinger", o seu terceiro album de originais. Neste mesmo ano os Pearl Jam estreavam-se com "Ten" e os Nirvana lançavam "Nevermind", o seu segundo album, que viria a ofuscar os outros lançamentos. Este surto de bandas oriundas de Seatlle, nos Estados Unidos da América, acabaria por rebentar practicamente neste ano e o mundo do Rock via nascer uma nova comunidade musical, o Grunge. E o Grunge deveu mais ao Punk que ao Rock.
O que os Soundgarden nos oferecem neste album é Rock do bom, em boa dose e medida. Há reminiscências do Hard'n'Heavy dos anos 70, facilmente identificamos similaridades com a sonoridade dos Balck Sabbath ou dos Led Zeppelin, e isso tambem é bom. Excelente a prestação de Chris Cornell, o vocalista, rockeiro quanto basta. Gritante, muito presente, sente-se a sua aura por todo o album. Matt Cameron, na Bateria, actualmente integrado na formação dos Pearl Jam, é outra presença determinante neste registo transmitindo muita segurança à secção rítmica. Kim Thayill, o Guitarrista, dispara riffs lentos, mas possantes e encorpados. O Baixista Ben Shepherd integra-se plenamente com o resto da banda e ajuda a complementar o som poderoso e intenso deste trabalho. Há ainda a presença de dois discretos convidados em sopros, Scott Granlund, em Saxofone, e Ernst Long, em Trompete, que debitam algumas notas por cima do som da banda em "Room a Thousnad Years Wide" e em "Drawing Flies".
É de facto um trabalho tão coeso, e quase perfeito, que não vou destacar temas em particular. Deve-se ouvir de princípio ao fim e de preferência com o som bastante alto.
Esta edição que possuo tem a particularidade de incluir um segundo Cd com alguns extras, brevemente será aqui exposta tambem.

domingo, 4 de abril de 2010

Philadelphia - ORIGINAL SOUNDTRACK


1 Streets of Philadelphia - Bruce Springsteen 3:55
2 Lovetown - Peter Gabriel 5:29
3 It's in Your Eyes - Pauletta Washington 3:46
4 Ibo Lele (Dreams Come True) - Ram 4:14
5 Please Send Me Someone to Love - Sade 3:43
6 Have You Ever Seen the Rain? - Spin Doctors 2:41
7 I Don't Wanna Talk About It - Indigo Girls 3:41
8 La Mamma Morta [From the Opera Andrea Chenier] - Maria Callas 4:53
9 Philadelphia - Neil Young 4:06
10 Precedent - Howard Shore 4:03

Cd editado em 1993 com a banda sonora original do filme Philadelphia de Jonathan Demme, um dos primeiros filmes a abordar o flagelo da SIDA, e é precisamente a SIDA que serve de mote aos principais temas desta banda sonora. Bruce Springsteen e Neil Young escreveram temas originais carregados de forte emoção, são temas de estruturas simples mas de grande sensibilidade. "Streets Of Philadelphia", de Springsteen, é acompanhado apenas por caixa de ritmos e sintetizador e tornou-se num dos grandes hits do Boss, e foi ainda o cartão de visita do filme. Neil Young aparece aqui sozinho apenas acompanhado por Piano, com uma ligeira aparição de Bateria perto do final do tema, e canta uma bonita balada, triste, mas muito melódica, acerca da cidade do amor fraterno. Peter Gabriel é aqui outra das grandes aparições e tambem apresenta um tema escrito originalmente para a banda sonora, "Lovetown", que se rege pelos parâmetros habituais a que Gabriel nos habituou. Sade interpreta "Please Send Me Someone To Love", um original de Percy Mayfield, em tons de Blues, curioso e interessante. Outras duas versões são aqui interpretadas, "Have You Ever Seen The Rain?", um clássico dos Creedence Clearwater Revival, pelos Spin Doctors, e "I Don't Wanna Talk About It", um original de Danny Whitten, pelas Indigo Girls, ambas sem acrescentar algo de novo. Presença real para Maria Callas, a diva da ópera, e a encerrar o Cd vem o tema do filme orquestrado por Howard Shore. Falta apenas referir a bonita balada R'n'B de Pauletta Washington e o Afro de RAM, dois casos pontuais.
É esta a banda sonora eleita para servir o filme "Philadelphia".

quinta-feira, 25 de março de 2010

Parade - PRINCE AND THE REVOLUTION


1 Christopher Tracy's Parade 2:11
2 New Position 2:20
3 I Wonder U 1:39
4 Under the Cherry Moon 2:57
5 Girls & Boys 5:29
6 Life Can Be So Nice 3:13
7 Venus de Milo 1:55
8 Mountains 3:57
9 Do U Lie? 2:44
10 Kiss 3:37
11 Anotherloverholenyohead 4:00
12 Sometimes It Snows in April 6:50

Mais conhecido por ser o album de "Kiss" este trabalho editado em 1986 era a banda sonora para "Under The Cherry Moon", uma produção cinematográfica de Prince tal como Purple Rain. O alinhamento cinge-se assim à referida produção resultando num trabalho de temática variada que inclui algumas orquestrações, um pouco de Funky, uma pequena passagem por terras de França, e até uma triste balada acústica. Foi tambem o último album sob o nome Prince And The Revolution.
O album é composto por canções curtas, eficazes, obviamente que criadas para servir as imagens do filme. A parada do primeiro tema é isso mesmo, uma marcha em que a orquestração acompanha o momento. "New Position" e "I Wonder U" são pontuais, e depois vem o hipnótico "Under The Cherry Moon" num ritmo muito próximo da valsa. "Boys And Girls" é um verdadeiro momento à Prince com a presença de Eric Leeds em Sax-Barítono e cola com um marcante, e acentuado, "Life Can Be So Nice" para depois ser interrompido pelo bonito instrumental "Venus de Milo". "Mountains" é quase Rock, com Mico-Rhythm na Guitarra, "Do You Lie?" transporta-nos a França, e à sua sonoridade mais castiça e "Kiss" dispensa apresentações. "Anotherloverholenyohead" é, tal como "Girls And Boys", um tema à Prince, mais para o Rock, e a fechar está a triste balada, acústica, "Sometimes It Snows In April".
Não esquecer as presenças femininas de Wendy, Lisa, Susannah, Sheila E., e tambem o Trompete de Atlanta Bliss.

sábado, 13 de março de 2010

Black Album - PRINCE


1 Le Grind 6:44
2 Cindy C. 6:15
3 Dead on It 4:37
4 When 2 R in Love 3:59
5 Bob George 5:36
6 Superfunkycalifragisexy 5:55
7 2 Nigs United 4 West Compton 7:01
8 Rockhard in a Funky Place 4:31

Os mitos nascem assim e as colecções de discos necessitam deste tipo de trabalhos. Previsto inicialmente para ser editado em 1987, logo a seguir a "Sign "O" The Times", o album foi retirado do mercado mesmo à última da hora e todas as cópias existentes foram imediatamente destruídas. Todas? Parece que não, pois o album circulou como um bootleg até ser finalmente editado, oficialmente, em Cd em 1994.
Prince não terá gostado do resultado final deste trabalho, e a sua posterior edição terá sido resultado apenas de uma das formas de cumprir rapidamente o contrato estabelecido com a Warner Bros., para a edição de cinco albuns, e assim terminar de vez com a sua ligação à editora. Assim sendo o Black Album é isso mesmo, um album todo preto sem qualquer descrição ou créditos (a única informação impressa é o número de catálogo), e musicalmente parece mais ter sido o resultado de uma Jam do que um produto de estúdio, excepção para o tema "Bob George" que foi claramente trabalhado em estúdio. E é um trabalho de estúdio mas percebe-se ter sido mais uma sessão para o(s) músico(s) do que um album pensado para o mercado. Composto por oito temas originais é um album muito Funky e muito hardcore, na medida em que as temáticas são um bocado mais violentas que o habitual e a sonoridade mais crua e directa. Dificilmente se extraia daqui um single com sucesso no mercado, excepção talvez para a balada "When 2 r In Love". Tambem se nota neste album a sonoridade Funky, mais potente, que viria a caracterizar o som de Prince and The New Power Generation.
Num album sem potenciais Hits, mas de boa cepa, destaca-se o Funky de "Cindy C." e os três últimos temas do album que são bastante potentes; "Superfunkycalifragisexy", anda algures entre James Brown e George Clinton, "2 Nigs United 4 West Compton", é um instrumental possante e contagioso, "Rockhard In A Funky Place", ao estilo Funky mais típico de Prince.
"Bob George" é uma peça invulgar na medida em que funciona como uma história, passional, musicada e bastante violenta. A voz, de Prince, está bastante alterada, digitalmente, para tons mais graves e com uma pronúncia bastante carregada.O tema está tambem carregado de efeitos, tornando-se curioso mas interessante.
O mito existe de fcato, está lançado no mercado e pode-se ouvir. Depois, que cada um o julgue por si. Os mitos são assim.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sign "O" The Times - PRINCE - CD02


1 U Got the Look 3:47
2 If I Was Your Girlfriend 5:01
3 Strange Relationship 4:01
4 I Could Never Take the Place of Your Man 6:29
5 The Cross 4:48
6 It's Gonna Be a Beautiful Night 9:01
7 Adore 6:30
O segundo Cd desta edição começa com a "recuperação" de Sheena Easton a fazer o duo com Prince no poderoso single "U Got The Look", tema que conta ainda com a presença da percussionista Sheila E. na Bateria. É tambem neste Cd que se encontra outro grande êxito de Prince, "I Could Never Take The Place Of Your Man", um tema simples, bastante melodioso, e muito eficaz. O alter-ego Camille volta a ser evocado em "If I Was Your Girlfriend" e "Strange Relationship" é tambem um tema ritmado de grande presença. "The Cross" é a peça que se destaca por ter uma construção diferente do habitual, em relação ao estilo de Prince. O tema arranca só em Guitarra Acústica e Voz e os restantes instrumentos vão sendo incorporados aos poucos. É um tema bastante espiritual que vai crescendo de intensidade até se revelar por completo. "It's Gonna Be A Beautiful Night" foi captado ao vivo numa actuação de Prince And The Revolution em Paris e dá bem para perceber a força da banda em palco, neste tema aparece, novamente, Sheila E. e na Guitarra principal está Mico Weaver. A fechar está mais uma daquelas baladas que nos enchem a alma e o coração, "Adore".
Prince assina assim mais um album maravilhoso que se revela de facto como um "Sign "O" The Times".

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sign "O" The times - PRINCE - CD01


1 Sign "O" the Times 4:56
2 Play in the Sunshine 5:05
3 Housequake 4:42
4 The Ballad of Dorothy Parker 4:01
5 It 5:09
6 Starfish and Coffee 2:50
7 Slow Love 4:22
8 Hot Thing 5:39
9 Forever in My Life 3:30

Mais um grande album de Prince , edição dupla, em que, como habitualmente, o artista controla tudo desde a escrita à produção, e execução dos temas. Excepção para "Starfish And Coffee", co-escrito com Susannah, e "Slow Love", co-escrito com Carol Davis. De resto alguns colaboradores a assinalar como Eric Leeds, o Saxofonista de serviço, Atlanta Bliss, o Trompetista, e as habituais presenças de Wendy, Guitarra e Coro em "Slow Love", e de Lisa, nos coros.
"Sign "O" The Times" revela-se, tal como o single do mesmo nome, um album que explora novos tempos e novas temáticas expondo mais realismo e maturidade ao trabalho de Prince. O single é mesmo revelador de uma nova época, conturbada, com a qual já vivemos. De resto e no geral a temática Funky, em conjunto com momentos mais enternecedores, fornece o conteúdo habitual se bem que aqui complementado por uma sonoridade mais crua mas tambem mais rica em arranjos. A reter, para além do grande single que é "Sign "O" The Times", o momento festivo de "Housequake" em que Camille, uma extraordinária figura que comanda as hostes em tom de falsete, é nada mais nada menos que o próprio Prince, ou um dos seus alter-egos. "The Ballad Of Dorothy Parker" é realmente uma balada mas num sentido menos convencional, muito descritiva e sustentada por uma base rítmica electrónica, acentuada por acordes de Piano Eléctrico e Baixo em Slap. Neste tema há uma referência a Joni Mitchell ; "."Oh my favorite song" She said. And It was Joni singing."Help Me I Think I'm Falling"." com a entoação e tudo. Mais à frente vem "Slow Love" que é um daqueles temas em que Prince arrasa completamente, uma magnífica balada, primorosamente interpretada, e tão simples. "Hot Thing" é liberal e animalesco, e nesta peça brilha Eric Leeds que sola na parte final.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

1999 - PRINCE


1 1999 6:15
2 Little Red Corvette 5:03
3 Delirious 4:00
4 Let's Pretend We're Married 7:21
5 D.M.S.R. 8:17
6 Automatic 9:28
7 Something in the Water (Does Not Compute) 4:02
8 Free 5:08
9 Lady Cab Driver 8:19
10 All the Critics Love U in New York 5:59
11 International Lover 6:37

Eis Prince em 1982 a editar o quinto album da sua carreira, em vynil era uma edição dupla, e mais uma vez a controlar a produção, escrita e execução de todos os temas. Surgem alguns participantes, todos eles futuros Revolution, mas limitam-se a fazer as segundas vozes, excepção para Dez que executa os solos de Guitarra em "Little Red Corvette", todo o resto é executado pelo pequeno génio de Minneapolis. Apesar de Prince aqui ainda se apresentar sozinho há uma pequena menção aos futuros Revolution no design gráfico deste trabalho, no meio do I de Prince consegue-se ler, em sentido inverso, And The Revolution.
É um Prince inspirado, como sempre, rodeado de sintetizadores e acompanhado por uma caixa de ritmos Linn LM-1, a primeira caixa de ritmos a usar samples de baterias acústicas, que nos delicia a alma e o espírito. Os riffs sintetizados combinam bem com os ritmos programados e o Groove Funky solta-se ao longo de todo o trabalho, onde por vezes surgem Guitarras gritantes, o legado Hendrixiano, pecando apenas na longevidade dos temas, todos eles demasiado longos, mas afinal são temas dançáveis e o ritmo não pode parar por isso é bom pecar. "D.M.S.R." é um desses temas longos em que o ritmo imprime um balanço irrequieto, imparável, e convidativo à dança. "1999" e "Little Red Corvette" foram os singles que apresentaram este trabalho e todo o restante repertório é digno tambem de referência.
É um Prince sedutor, mágico e virtuoso que nos conduz ao longo desta viagem intemporal sem desiludir quem nela embarca.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Psychedelic Furs - PSYCHEDELIC FURS


1 India 6:21
2 Sister Europe 5:38
3 Imitation of Christ 5:29
4 Fall 2:41
5 Pulse 2:37
6 We Love You 3:26
7 Wedding Song 3:28
8 Blacks/Radio 6:56
9 Flowers 4:11
10 Susan's Strange* 3:14
11 Soap Commercial* 2:53
Foi este o album que apresentou os Britânicos Psychedelic Furs ao mundo em 1980, numa altura em que o Punk dava lugar à Pop mais electrónica da New Wave e mesmo assim os Psychedelic Furs mostravam ainda reminiscências de um dos estilos mais "sujos" que o Rock gerou. O som dos Psychedelic Furs não se pode mencionar como sendo bonito, ou agradável, a banda envolve-se totalmente no som das Guitarras, eléctricas, e cria uma sonoridade fria e crua, não é agressiva, que se fecha em acordes e arpégios repetidos até à exaustão e que não cansam, e no meio disto salienta-se a voz rouca e linear de Richard Butler, e a pontualidade do Saxofone-Tenor de Duncan Kilburn. Algures entre os patamares dos Velvet Underground e dos Sex Pistols haverá um para os Psychedelic Furs.
Esta edição em Cd conta com dois temas Bónus* que até acabam por sugerir um pouco do som que a banda acabaria por vir a criar a meio da década, uma sonoridade com mais algum espaço para respirar, sem ser tão claustrofóbica, no entanto os Psychedelic Furs são daquelas bandas que ou se gosta muito ou não se gosta mesmo, não são fáceis de ouvir às primeiras audições.
Este album conta ainda com um grande trunfo na pessoa de Steve Lillywhite que produziu este trabalho, e que à data produziu tambem o primeiro trabalho dos Irlandeses U2, assim como os dois albuns seguintes de Bono e Ca.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Load - METALLICA


1 Ain't My Bitch 5:04
2 2 X 4 5:28
3 The House Jack Built 6:39
4 Until It Sleeps 4:30
5 King Nothing 5:28
6 Hero of the Day 4:22
7 Bleeding Me 8:18
8 Cure 4:54
9 Poor Twisted Me 4:00
10 Wasting My Hate 3:57
11 Mama Said 5:19
12 Thorn Within 5:51
13 Ronnie 5:17
14 The Outlaw Torn 9:52

"Load", trabalho editado pelos Metallica em 1996, apresenta mudanças estéticas significativas, tanto musicais como visuais. Os cabelos compridos desapareceram para darem lugar a uns rapazinhos de aspecto um pouco mais limpo, fotografados por Anton Corbjin, o preto mantêm-se como uma tendência, com algumas variações, e o som da banda parece ter sofrido algo que não se consegue explicar muito bem. Estamos perante rock do pesado mas já não tão pesado como os Metallica nos tinham habituado. Falta alguma garra, agressividade, raiva e loucura para este álbum soar mais digno do nome Metallica, ao invés é um álbum mais passivo, são e mais calculado. Resumindo, é um bom álbum de metal, mas não é um bom álbum dos Metallica.
Não deixa de ser interessante a aproximação ao som rock mais americano, mais tradicional, de "Mama Said" ou "Poor Twisted Me", mas é em "Ain't My Bitch", "King Nothing" e "Wasting My Hate" que estão os verdadeiros Metallica. O longo e arrastado "Bleeding Me" tem o seu quê de interessante e também é uma faixa a considerar. "Load" é um bom álbum mas não chega.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pastpresent - THE CLANNAD


1 Theme from Harry's Game 2:26
2 Closer to Your Heart 3:28
3 Almost Seems (Too Late to Turn) 4:48
4 The Hunter 4:53
5 Lady Marian 3:19
6 Sirius 5:34
7 Coinleach Ghlas an Fhómhair (Traditional) 5:56
8 Second Nature 3:19
9 World of Difference 4:00
10 In a Lifetime 3:07
11 Robin (The Hooded Man) 2:49
12 Something to Believe In 4:44
13 Newgrange 4:02
14 Buachaill an Eirne (Traditional) 3:07
15 White Fool 4:37
16 Stepping Stone 3:52

Com esta colectânea de dezasseis temas, editada em 1989, os Clannad mostram como numa década, a de oitenta, época a que os quatro albuns aqui revisitados pertencem, mudaram o seu som original, respeitando inicialmente a tradição Celta que a Irlanda herdou, fundido-o gradualmente com um estilo mais aproximado da Pop.
O Cd incide principalmente nos albuns "Macalla" e "Sirius", os que mais evidenciam a dita fusão, e faz-se assim o percurso da banda desde os momentos mais tradicionais até à fase mais Pop/Rock, em que a banda não descurou as influências originais acabando por fundir os géneros.
"Harry's Game" introduz-nos no Cd, e é importante frisar que este foi o tema que lançou a banda nas bocas do mundo em 1982, data de edição do album Magic Ring. Deste album constam ainda os temas "Coinleach Ghlas an Fhómair", uma peça tradicional adaptada pela banda, e "Newgrange". Por esta altura a sonoridade dos Clannad ainda era bastante tradicional, utilizavam frequentemente o dialecto Gaélico, mas "Harry's Game" já abria um pouco a porta ao que estava para vir.
O album "Legend", editado em 1984, é a banda sonora da série Britânica de televisão "Robin of Sherwood" e deste album, em que a banda não utiliza pela primeira vez o dialecto Gaélico, foram retirados os temas "Lady Marian" e "Robin (The Hooded Man)" que continuam a ter uma sonoridade muito tradicional mas já bastante apoiada nos sintetizadores.
"Macalla" é um album maravilhoso, de 1985, e aqui já a fusão se torna evidente. Deste album constam os temas "Closer To Your Heart", "Almost Seems (To Late To Turn)", "In A Lifetime", duo com Bono Vox dos U2, e "Buachaill an Eirne", outra adaptação de uma música Celta.
O album "Sirius" já é bastante Pop e as faixas , "Sirius", "Second Nature" e "Something To Believe In", ambas com participação de Bruce Hornsby, "White Fool" e "Stepping Stone" são os temas que o representam. Este album demarca-se pela batida de Russ Kunkel e por uma construção musical mais centrada no estilo Pop/Rock.
Nesta colectânea a banda incluiu ainda dois temas originais, "The Hunter" e "World Of Difference", que pouco acrescentam ao que já estava feito.
O album destaca-se pela positiva ao evidenciar a evolução deste interessante "Clã Irlandês" em que a voz de Márie Brennan ajuda a encantar, com a sua voz a manter a aura Celta à medida que a banda evolui musicalmente para um estilo mais convencional de Pop/Rock. Não posso deixar de referir a presença, habitual, de Mel Collins em Saxofone e Flauta.

domingo, 10 de janeiro de 2010

THE SIMPSONS Sing The Blues


1 Do the Bartman (Loren) 5:10
2 School Days (Berry) 3:57
3 Born Under a Bad Sign (Bell, Jones) 3:08
4 Moanin' Lisa Blues (Boylan, Jean, Reiss, Winding) 4:48
5 Deep, Deep Trouble (Dj Jazzy Jedd, Groening, Jeff) 4:28
6 God Bless the Child (Herzog, Holiday) 4:30
7 I Love to See You Smile (Newman) 3:07
8 Springfield Soul Stew (Ousley) 2:37
9 Look at All Those Idiots (Boylan, Martin, Simon, Winding) 3:51
10 Sibling Rivalry (Boylan, Brooks, Winding) 4:42

Aqui está o primeiro Cd da familia Simpson, editado em 1990, recheado de clássicos e até alguns originais. Uma vez que não se trata da banda sonora da série, vamos considerar este trabalho como uma visita dos Simpsons a um estúdio de gravação e por lá fizeram este trabalho bastante jeitoso. Mantendo o mesmo tipo de humor da série os elementos da família Simpson gravam tanto a solo como em duo e o resultado é o seguinte:
"Do The Bartman", é o primeiro tema do Cd e tal como o nome indica é interpretado pelo irrequieto Bart. É um rap, só podia, da autoria de Bryan Loren que tambem produz e toca todos os instrumentos neste tema, com excepção de uma intervenção de Paul Jackson Jr. na guitarra.
"School Day", é um original de Chuck Berry interpretado por Buster Poindexter e Bart, com solos de Joe Walsh, Guitarra, e Tom Scott, Sax-Tenor.
"Born Under A Bad Sign", é um original de Booker T.Jones e William Bell aqui interpretado pelo lamento da personagem Homer Simpson. Neste tema há a salientar a presença de B.B.King e a secção de sopros dos Tower Of Power.
"Moanin' Lisa Blues" é outro dos originais e um grande momento de Blues, que só podia ser interpretado por Lisa Simpson, pois claro. Mais uma vez a presença de Joe Walsh, Slide Guitar, e da secção de sopros dos Tower Of Power, e tambem John Sebastian, Harmónica .
"Deep Deep Trouble" é outro original, e como o título indica, cá está novamente Bart num Rap divertido, carregado de peripécias humorísticas.
"God Bless The Child", esse grande tema de Billie Holiday e Arthur Herzog, é uma interpretação de Lisa, novamente, que pede uma banda real em estúdio para gravar o tema, em vez de uma sequenciação.
"I Love To See You Smile", original de Randy Newman, junta os progenitores da familia Simpson num dueto, acompanhados por Dr.John ao Piano, e Roger McGuinn no Banjo.
"Springfield Soul Stew" é uma paródia a "Memphis Soul Stew" e resulta numa jam em estúdio orientada por Marge Simpson que vai dando ordem de entrada aos músicos como se estivesse a confencionar uma refeição, e no final ficou apetitosa.
"Look At All Those Idiots" é mais um original, que introduz outra personagem da série, o pérfido patrão de Homer, Mr.Burns. É tambem um tema bastante humorístico e tem intervenção de Paul Jackson Jr. na Guitarra.
"Sibling Rivalry" é o último tema, mais um original, e é interpretado carinhosamente pelos dois manos Simpson, mesmo no fim Bart acaba por mostrar ser igual a ele mesmo.
Os temas são todos muito bem tocados, os músicos são de boas linhagens, e o Cd revela-se como uma boa interactividade dos intérpretes da série, os verdadeiros, com as músicas que lhes foram postas à frente. É muito interessante verificar como os temas, principalmente nas covers, são adequados ao estigma de cada personagem.

domingo, 3 de janeiro de 2010

The Love Symbol Album - PRINCE AND THE NEW POWER GENERATION


1 My Name Is Prince 6:25
2 Sexy M.F. 5:25
3 Love 2 the 9's 5:46
4 The Morning Papers 3:57
5 The Max 4:31
6 Segue (Denean) :21
7 Blue Light 4:38
8 I Wanna Melt With U 3:51
9 Sweet Baby 4:01
10 The Continental 5:31
11 Damn U 4:04
12 Arrogance 1:33
13 The Flow 2:27
14 7 5:09
15 And God Created Woman 3:18
16 3 Chains O' Gold 6:03
17 Segue (Denean) 1:30
18 The Sacrifice of Victor 5:42

Foi após este trabalho, editado em 1992, que Prince decidiu deixar de usar o seu nome artístico passando a identificar-se como Symbol, uma atitude de renegação do passado para começar um novo caminho, nomeadamente fora da alçada das editoras e da Warner Bros em particular. Os três albuns que se seguiriam serviram apenas para cumprir contrato. Este album abre, curiosamente, com o tema "My Name Is Prince", que é de uma força de afirmação espantosa, não só lírica como musical. Neste album é tambem de salientar a presença, pela segunda vez, dos New Power Generation que demonstram ser uma banda coesa e, de facto, poderosa, algo que junto à força criativa do pequeno génio só vem reforçar ainda mais a qualidade e groove que este Cd exala. Atente-se ao nível de arranjos que pontuam todos os temas e aos naipes de sopros sempre bem presentes.
Prince and The New Power Generation gravaram em conjunto este grande trabalho que percorre vários estilos musicais mas que tem no Funk e no Rap a sua maior expressão. Temas como, "My Name Is Prince", "The Max", "I Wanna Melt With U", "The Continental", "Flow" e "The Sacrifice of Victor", são de uma força grandiosa e impulsionadora, quase impossíveis de resistir tal a força da marcação da batida. As baladas, "Sweet Baby", "Damn U" e "And God Created Woman", são de uma sensualidade espantosa. Depois há momentos como, "Sexy M.F." e "7", que foram os mais ouvidos, e "Love To The 9's" e "3 Chains Of Gold" que parecem ter sido meticulosamente criados para serem quase perfeitos. Ainda há uma passagem pelo Reggae em "Blue Light".
Não se pode dizer que a carreira de Prince tenha pontos altos e baixos, todos os albuns soam magníficas peças e sempre muito bem executados, mas este é sem dúvida uma das grandes peças de Prince, quase operática.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Wild Weekend - NRBQ


1 It's a Wild Weekend 3:30
2 Little Floater 3:07
3 Fireworks 3:36
4 Boy's Life 2:57
5 If I Don't Have You 2:14
6 Boozoo, That's Who! 3:23
7 Poppin' Circumstance 3:21
8 The One & Only 3:46
9 Immortal for a While 3:01
10 Fraction of Action 3:21
11 This Love Is True 2:48
12 Like a Locomotive 3:56

Em 1989 os NRBQ, sigla para The New Rhythm and Blues Quartet, acarretavam vinte anos de carreira e lançavam este "Wild Weekend" para a editora Virgin, voltando por esta altura a conseguir alguma atenção geral e um regresso aos Tops, o que já não acontecia há bastos anos. Os NRBQ apresentam neste Cd um Rock/Pop simpático, calculado, de qualidade e bem executado, onde a presença de alguns convidados ajuda a completar uma sessão de veteranos que já sabiam muito bem por onde andar. John Sebastian e a sua Autoharp aparecem em "If I Don't Have You", em "Boozoo, That's Who!" Sebastian acompanha o tema em Guitarra com Boozoo Chavis no Acordeão. O incontornável Roswell Rudd sopra no Trombone em "The One & Only".
Num album linear, sem grandes altos e baixos, pouco mais há a salientar para além do facto de ser o trabalho de uma banda experiente que nos proporciona um bom momento através de um conjunto de boas canções executadas com primor e compostas de bom gosto. Não será propriamente o tal fim-de-semana selvagem mas será um bom momento desse mesmo fim-de-semana.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Nothing But A Burning Light - BRUCE COCKBURN


1 A Dream Like Mine 3:53
2 Kit Carson 4:12
3 Mighty Trucks Of Midnight 5:57
4 Soul Of A Man (Johnson) 3:52
5 Great Big Love 5:13
6 One Of The Best Ones 6:57
7 Somebody Touched Me 4:16
8 Cry Of A Tiny Babe 7:31
9 Actions Speak Louder 3:01
10 Indian Wars 6:58
11 When It's Gone, It's Gone 4:19
12 Child Of The Wind 4:08

De origem Canadiana Bruce Cockburn apresenta-nos em 1991 um album tipicamente Americano, recheado do som Folk/Blues, e até Nashville, que sempre caracterizou a sonoridade da América mais profunda, e as suas raízes. A este facto não será alheia a presença de T-Bone Burnett como produtor, e músico em alguns dos temas. Numa sessão deste género tambem não podiam faltar nomes como os de Jim Keltner, Bateria e Percussão, Michael Been e Larry Klein, no Baixo, Jackson Browne, Vozes e Resonator, e Booker T.Jones, no Orgão.
Onze temas originais de Cockburn e uma versão de "Soul Of A Man", tirada de uma gravação de Blind Willie Johnson em 1930, preenchem este trabalho que nos transporta através da paisagem Norte-Americana, desde as longas estradas desertas, onde se veêm os grandes camiões, até aos Índios que já por lá viviam ainda antes dos Romanos terem Roma como canta Cockburn em "Indian Wars". Pelo meio há espaço para dois instrumentais, "Actions Speak Louder", que foi criado como tema principal para o filme-documentário "The Greenpeace Years", e "When It's Gone, It's Gone", que nos remete a Ry Cooder, e até podia encaixar em Paris-Texas.
"A Dream Like Mine", "Mighty Trucks Of Midnight", "Great Big Love", "Somebody Touched Me" e "Indian Wars" são os pontos mais altos deste trabalho que sugiro como uma boa sonora para uma viagem, quando muito, num cenário rural o mais parecido possível ao Americano.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dusk - THE THE


1 True Happiness This Way Lies 3:10
2 Love Is Stronger Than Death 4:38
3 Dogs Of Lust 3:09
4 This Is The Night 3:50
5 Slow Emotion Replay 3:55
6 Helpline Operator 4:48
7 Sodium Light Baby 3:45
8 Lung Shadows 4:34
9 Bluer Than Midnight 3:43
10 Lonely Planet 5:27

Mantendo o espaço temporal de três anos entre lançamentos de albuns, Matt Johnson com este trabalho mantêm pela primeira vez, e única até hoje, tambem a banda. Johnny Marr, David Palmer e James Eller voltam assim a ser os músicos do núcleo central dos The The, depois de Mind Bomb.
Se em Mind Bomb o som do projecto The The já evidenciava novo rumo aqui esse rumo mantêm-se, obviamente, mas curiosamente adivinha-se um novo regresso ao estilo mais pessoal de Matt Johnson. E é precisamente a solo que este album arranca com "True Happiness This Way Lies", uma performance tão típica de Matt Johnson enfrentando com eloquência uma simulada audiência munido apenas de uma guitarra acústica. De seguida "Love Is Stronger Than Death" inicia um percurso de canções Pop, com a banda a funcionar num todo, até ao tema "Sodium Light Baby". Pelo meio uma menção especial para um muito cool "This Is The Night" onde as presenças de D.C.Collard, em Piano Honky Tonk e Orgão Hammond, e Danny Thompson, em Contrabaixo, sobressaiem para nos dar um tema com muito feeling. Há tambem "Slow Emotion Replay", uma peça bastante rodada que cai sempre bem em qualquer Playlist, e "Sodium Light Baby" em que Johnny Marr soa mais Rock a debitar décibeis e Wha-Wha.
Os três últimos temas do album evidenciam um regresso à sonoridade mais pessoal de Matt Johnson, "Lung Shadows" revela uma peça quase instrumental, envolta num ambiente espacial preenchido com efeitos e a presença minimal de alguns metais, "Bluer Than Midnight" é o tema mais triste deste trabalho, um tema de redenção com a participação, curta, de Vinnie Colaiuta, na Bateria, que tambem aparece em "Dogs Of Lust", e a fechar está "Lonely Planet" que poderia ter feito parte do alinhamento de "Soul Mining", o album de 1983.
O som Pop/Rock de Matt Johnson dirigido, como sempre, à alma deste Lonely Planet.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mind Bomb - THE THE


1 Good Morning Beautiful 7:31
2 Armageddon Days Are Here (Again) 5:40
3 The Violence Of Truth 5:41
4 Kingdom Of Rain 5:53
5 The Beat(en) Generation 3:06
6 August & September 5:47
7 Gravitate To Me 8:10
8 Beyond Love 4:20

Matt Johnson, o homem que criou e sempre sustentou os The The, reune-se aqui pela primeira vez com uma formação que se viria a revelar como uma verdadeira banda. A presença de um nome tão sonante, na altura, como Johhny Marr, o Guitarrista, ex-Smiths, a juntar ao Baterista David Palmer, que passou pelos ABC, e ao Baixista James Eller, veio a revelar uma banda que se mostrou coesa e pronta a transmitir as composições de Matt Johnson, que continua a ser o principal compositor, numa sonoridade equilibrada da qual o tema "Beat(en) Generation" se veio a revelar como o single de apresentação para uma nova roupagem do som dos The The. Mantêm-se o desfile de convidados por todo o album destacando-se as presenças de Sinéad O'Connor, dueto com Matt Johnson no vigoroso "Kingdom Of Rain", a Harmónica electrizante de Mark Feltham, ou o som de Piano e Orgão Hammond de Paul "Wix" Wickens.
Os temas são longos e elaborados, ao estilo de Johnson, mas agora dentro de uma estética mais Pop/Rock. "Good Morning Beautiful" insere-nos calmamente no album, subindo de tom à medida que nos vai avisando profeticamente, em "Armageddon Days Are Here", que entramos em anos conturbados, "Violence Of Truth". Mais à frente vem "August & September", em tom mais Jazzy, e "Gravitate to Me" revela uma parceria de composição Johnson/Marr com um tema inseguro em que a guitarra de Marr é bastante evidente. "Beyond Love" encerra de forma serena um album começa de uma forma politicamente agressiva.
A realçar os tons de branco que envolvem toda a edição do disco e sugerem uma certa pacificidade mas quando chegamos à contra-capa somos confrontados com a forte imagem de uma pomba branca cravada, sangrando, na ponta de uma baioneta. Matt Johnson passa assim a imagem, que se veio a revelar, de uns anos 90 conturbados e de ascensão da cultura Islâmica, tal como revelado no tema "Armageddon Days Are Here".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

In A Bar, Under The Sea - dEUS


1 I Don't Mind What Ever Happens 0:46
2 Fell off the Floor, Man 5:13
3 Opening Night 1:38
4 Theme from Turnpike 5:46
5 Little Arithmetics 4:30
6 Gimme the Heat 7:38
7 Serpentine 3:17
8 A Shocking Lack Thereof 5:52
9 Supermarketsong 1:56
10 Memory of a Festival 1:52
11 Guilty Pleasures 4:23
12 Nine Threads 3:34
13 Disappointed in the Sun 6:03
14 For the Roses 4:57
15 Wake Me Up Before I Sleep 2:53

Este album dos dEUS, o terceiro da banda, editado em 1997, espelha bem o que eram os anos 90, criativos, indefinidos e muito confusos. Isto resulta em muitas ideias baralhadas mas que no final acabam por funcionar muito bem. A banda Belga apresenta assim 15 temas originais que celebram vários estilos musicais fundidos num só trabalho.
Iniciando o Cd com um pequeno tema produzido para soar como um velhinho Blues a banda ataca de seguida com "Fell Off The Floor, Man", tema que arranca com um ritmo Funky e que se vem a revelar com uma peça diferente e original. Um pouco depois surge "Theme From Turnpike" que se sustenta num sampler do tema "Far Wells, Mill Valley" de Charles Mingus e que adquire contornos de banda sonora, com qualquer coisa de Portishead. "Little Arithmetics" é Pop limpinha, e "Gimme The Heat" um dos primeiros grandes momentos. "A Schocking Lack Thereof" sugere Tom Waits e "Supermarketsong" revela-se como uma pequena grande canção com a participação de Dana Colley dos Morphine no Saxofone. "Disappointed In The Sun" é um grande momento que nasce melancólico mas que cresce de intensidade e acaba em esperança, grandioso. "For The Roses" pode muito bem ter sido o elo que levou os Arcade Fire a fazerem música.
As primeiras audições deste Cd são particularmente difíceis, de tal forma que me senti incentivado a ouvir mais e mais para tentar conhecer a alma deste trabalho, e depois de a conhecer bem torna-se uma boa companhia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pocket Revolution - dEUS


1 Bad Timing 7:07
2 7 Days, 7 Weeks 3:53
3 Stop-Start Nature 4:28
4 If You Don't Get What You Want 3:49
5 What We Talk About (When We Talk About Love) 4:48
6 Include Me Out 5:02
7 Pocket Revolution 6:01
8 Nightshopping 4:03
9 Cold Sun of Circumstance 5:44
10 The Real Sugar 3:58
11 Sun Ra 6:43
12 Nothing Really Ends 5:35

De raízes bem Europeias, tendo a Bélgica como origem, os dEUS surpreendem por serem tão eficazes e seguros naquilo que que nos oferecem, uma Pop sincera e cautelosa que soa muito bem e satisfaz plenamente. Num País sem grandes referências no universo Pop tal não deixa de ser surpreendente. Começando singelos vão crescendo pausadamente em pequenas, mas decididas, passadas para entrarem em momentos mais esfuziantes e plenos de poder. A banda percorre assim paisagens lineares tanto rurais como urbanas.
É pois assim que em 2006 os dEUS nos oferecem este CD, com uma distância de aproximadamente sete anos em relação ao trabalho anterior, e em que encontramos momentos como, "Bad Timing" que parece resumir tudo o que se disse no parágrafo inicial, o tema vai crescendo de intensidade à medida que vai evoluindo para se concluir num belo tema Pop mas explosivo. "If You Don't Get What You Want" é tambem de referir, como um tema mais Rockeiro, e de seguida vem dois temas de muito bom gosto, "What We Talk About", com o seu baixo corrido que segura o tema de princípio ao fim, à semelhança dos temas antigos dos U2, e "Include Me Out" que é de uma serenidade espantosa e faz lembrar Paul Simon na forma calma e melodiosa de cantar, muito giro. "Cold Sun Of Circumstance" é arrojado, com bom arranjo de guitarras e de vozes, "The Real Sugar" é uma espécie de Bossa, e "Sun Ra" é electrizante. Este tema tem como referência o estratosférico músico de Jazz, Sun Ra, mas não é Jazz é Rock e bastante eléctrico. A fechar o Cd vem a pérola deste trabalho, "Nothing Really Ends" é um bonito tema que tão bem ficaria na voz de Leonard Cohen, uma autêntica preciosidade de harmonia.
São bastas as influências mas de boas castas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - ARTIC MONKEYS


1 The View From The Afternoon 3:38
2 I Bet You Look Good On The Dancefloor 2:53
3 Fake Tales Of San Francisco 2:57
4 Dancing Shoes 2:21
5 You Probably Couldn't See For The Lights You Were Staring... 2:10
6 Still Take You Home 2:53
7 Riot Van 2:14
8 Red Light Indicates Doors Are Secured 2:23
9 Mardy Bum 2:55
10 Perhaps Vampires Is A Bit Strong But... 4:28
11 When The Sun Goes Down 3:20
12 From The Ritz To The Rubble 3:13
13 A Certain Romance 5:31

Confesso que substimei a banda quando começaram a ser falados e apregoados nos Media. É impressionante a quantidade de novas bandas a aflorar semanalmente e todas são a "next big thing", como tal há que jogar à cautela.
Os Ingleses Artic Monkeys conseguiram reconhecimento e divulgação pela Internet. Através da circulação involutária das suas maquetes entre alguns fans o som da banda tornou-se conhecido e os fans foram crescendo um pouco por todo o lado, de tal forma que quando o disco saiu oficialmente, no ano de 2006, bateu os recordes de vendas em Inglaterra.
A jovem banda criou assim um trabalho que se revela bastante interessante através da sua sonoridade Rock, por vezes bastante dançável, apoiada em temas curtos, e energéticos, com duas guitarras que combinam muito bem entre si trocando acordes e solos simples mas eficazes. Podem fazer lembrar Franz Ferdinand, ou os Strokes, mas isso só revela que estão atentos ao que se passa à sua volta e que tem bom gosto.
"Fake Tales Of San Francisco", "Dancing Shoes", "Mardy Bum" e "When The Sun Goes Down" encontram-se entre os melhores momentos mas a última faixa, "A Certain Romance", encerra este trabalho de uma forma maravilhosa e fecha com a construção de um acorde que fica mesmo no ponto.
Digam lá o que disserem gostei mesmo desta rapaziada.