quarta-feira, 28 de junho de 2017

Communiqué - DIRE STRAITS


1 Once Upon A Time In The West   5:14
2 News   4:11
3 Where Do You Think You're Going?   3:43
4 Communiqué   5:42
5 Lady Writer   3:38
6 Angel Of Mercy   4:29
7 Portobello Belle   4:21
8 Single Handed Sailor   4:42
9 Follow Me Home   5:42     

A deliciosa tranquilidade de Communiqué, o segundo registo oficial dos Dire Straits, editado em 1979, evidencia a jovem maturidade de uma banda de Rock'n Roll que então começava a despontar e vivia ainda o impacto do sucesso do álbum de estreia, editado no ano anterior. Sob alguma "pressão" para apresentar rapidamente um segundo álbum de forma a aproveitar o recente sucesso do trabalho anterior, os Dire Straits partiram inteligentemente para um álbum calculado e elegante sem se deixarem arrebatar em exagerados espasmos Rock. É um trabalho dominado por um groove calmo e bastante presente que assenta na quente secção rítmica enquanto os irmãos Knopfler gravavam juntos pela última vez. Acrescente-se que este álbum foi misturado no mítico estúdio Muscle Shoals Sound, Sheffield, Alabama, e produzido pelos históricos Jerry Wexler e Barry Beckett, com Beckett a constar nos créditos finais também como teclista sob o pseudónimo B.Bear.

domingo, 25 de junho de 2017

Éramos Assim - BOITEZULEIKA



1 Cão Muito Mau (Intro)   1:18
2 Cão Muito Mau   2:42
3 Cidade De Marionetas   3:07
4 Espero-te Na Estação (Comboio)   4:10
5 Marcha Sambada   5:08
6 Éramos Assim   3:50
7 Circo Do Amadeu   4:28
8 Quiseram Roubar-me Esta Noite   3:59
9 Tóxico Prostituta   3:52
10 É O Ego   4:07
11 Bolero Do Coronel Sensível Que Fez Amor Em Monsanto (Vitorino/António L. Antunes)   4:09
12 Morte Em Tempo Real   3:42
13 Adoro O Perigo   3:58
14 Bola De Sabão   5:40   

Ironicamente, "Éramos Assim" é o admirável e único registo, à data, dos Boitezuleika. Em 2004 foram a banda revelação do concurso Quinta dos Portugueses da estação de rádio Antena 3, o que valeu a gravação de um álbum a este entusiasmante coletivo originário da cidade do Porto. Ficou assim documentada a sua arte de fazer música. O álbum foi editado originalmente em 2005 e nele se pode encontrar um naipe de canções bem estruturadas dominadas por variados géneros como a bossa nova, o jazz, a música tradicional portuguesa, a música latina e o rock, claro. A tudo isto há que juntar ainda a arte de bem cantar em português. O registo é composto por treze temas bem medidos dos quais se destaca "Cão Muito Mau", o único single retirado deste trabalho. Mas há muito mais para descobrir e saborear nos 54 minutos do cd. Desde a elegância de "Cidade De Marionetas", o tropicalismo de "Marcha Sambada", a infância perdida de "Éramos Assim", um hipotético segundo single em "Tóxico Prostituta" e uma belíssima recuperação do tema "Bolero Do Coronel Sensível Que Fez Amor Em Monsanto", originalmente composto por Vitorino com letra de António Lobo Antunes, há muitas histórias por contar.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Cacus - JOSÉ PEIXOTO e CARLOS ZÍNGARO


1 um1   4:09
2 dois2   2:41
3 três3   3:50
4 quatro4   4:07
5 cinco5   1:24
6 seis6   3:09
7 sete7   1:30
8 oito8   9:20
9 nove9   1:29
10 dez10   3:28
11 onze11   3:51
12 doze12   5:13
13 treze13   2:58         

Mais não fosse pelos dois nomes que assinam este registo, Cacus é um belo trabalho de improvisação em que a ordenação dos sons apenas obedece à criatividade artística de dois nomes credenciados da nova música Portuguesa improvisada. Editado originalmente em 2005, a beleza artística de Cacus começa por se manifestar na partilha musical entre José Peixoto, em guitarra clássica, e Carlos Zíngaro, no violino. Experiente guitarrista em variados campos musicais, José Peixoto começou por compor e gravar em casa todas as peças deste registo convidando, posteriormente, Carlos Zíngaro a colaborar nos temas já gravados enviando-lhe o trabalho e cedendo espaço para que o violinista execute livre improvisação sobre os treze temas apenas trabalhados originalmente em guitarra. No geral, manifesta-se como um registo contemporâneo de tendência experimental dominado por cordas.

terça-feira, 6 de junho de 2017

The Best Of - MARILLION


1 Garden Party (Edited Version)   4:31
2 Assassing (7" Version)   3:36
3 Kayleigh (Single Edit)   3:34
4 Lavender   3:40
5 Heart Of Lothian   3:34
6 Incommunicado   3:55
7 Sugar Mice (Radio Edit)   4:59
8 Warm Wet Circles (7" Remix)   4:21
9 Hooks In You (7" Version)   2:54
10 Easter (7" Edit)   4:28
11 Cover My Eyes (Pain & Heaven)   3:52
12 No One Can (Album Version)   4:40
13 Dry Land (7" Edit)   4:01
14 Sympathy   3:24
15 Alone Again In The Lap Of Luxury (Radio Edit)   4:26
16 Beautiful (Radio Edit)   4:22
17 Man Of A Thousand Faces   3:34
18 Between You And Me (Mark Kelly Mix)   4:12      

Edição em cd da retrospetiva que em setenta e dois minutos comprime as duas fases distintas da carreira dos britânicos Marillion. Apontando a dezoito dos muitos singles que a banda editou entre 1982 e 2001, o interesse deste registo manifesta-se nas prestações dos dois vocalistas que marcaram duas épocas claramente distintas no admirável percurso da banda. A primeira fase da banda, entre 1982 e 1988, tem na enorme presença do vocalista Fish uma figura marcante que liderou os Marillion na sua vertente mais artística. Foi a época em que a banda apostou numa sonoridade mais progressiva o que lhes valeu algumas comparações com os Genesis de Peter Gabriel. Os oito primeiros temas desta compilação dizem respeito a esta fase venerável. A difícil substituição de Fish recaiu em Steve Hogarth que liderou a banda na sua segunda existência entre 1989 e 2001, data de edição do último tema desta compilação. Hogarth encaminhou os Marillion para um novo rumo em que o rock mainstream ganhou alguma consistência e valeu à banda mais uma boa dose de êxitos, assim como um claro piscar de olho à abertura do tão desejado mercado norte-americano. Os temas incluídos nesta retrospetiva correspondem, na sua maioria, a misturas para singles e radio em vez das versões completas dos álbuns e no geral constituem uma boa mostra da versatilidade, e capacidade de adaptação, dos Marillion.