sábado, 9 de maio de 2026

The Art Of Control - PETER FRAMPTON


 Lado A
1 I Read The News (P. Frampton/M. Goldenberg)   4:02
2 Sleepwalk (P. Frampton/M. Goldenberg)   4:36
3 Save Me (P. Frampton/M. Goldenberg)   3;48
4 Back To Eden (P. Frampton/M. Goldenberg)   4:45
 Lado B
1 An Eye For An Eye (P. Frampton/M. Goldenberg)   3:50
2 Don't Think About Me (P. Frampton/M. Goldenberg)   3:43
3 Heart In The Fire (P. Frampton/M. Goldenberg)   4:28
4 Here Comes Caroline (P. Frampton/M. Goldenberg)   3:41
5 Barbara's Vacation (P. Frampton/M. Goldenberg)   3:15

O estrondoso sucesso obtido com a edição de "Comes Alive", duplo álbum, gravado ao vivo, em 1975, catapultou o nome de Peter Frampton para as mais altas instâncias do rock. À data, o álbum bateu o record de vendas, permanecendo ainda hoje como um dos discos ao vivo mais vendidos de sempre, e parecia abrir, de vez, as portas para a afirmação da carreira a solo do notável guitarrista britânico. No entanto, sucedeu o oposto.

A década de 1980 foi difícil de suportar para muitos dos artistas que se tornaram ícones rock no período áureo do estilo, a década de 1970 - um período marcado por excessos que custaram depois a recuperar. Peter Frampton, em particular, foi um dos que mais sofreu com a transição. Uma má gestão de carreira, associada a alguns azares profissionais e outros pessoais, poderá ser a causa para que Frampton tenha passado praticamente ao lado de uma década que viu a música evoluir nos mais diversos campos, nomeadamente em termos de estética e de tecnologia.    

Editado em 1982, "The Art Of Control" corresponde ao oitavo álbum de estúdio de Peter Frampton e encerrou o ciclo da sua relação com a editora A&M. Rezam as histórias que Frampton detesta o álbum porque os compromissos contratuais terão forçado a produção de uma obra mais comercial. Os intuitos comerciais não foram alcançados mas o álbum conclui-se como um bom registo discográfico que corresponde exatamente aquilo que só podia ter sido feito por aquela altura. 

Preconceitos à parte, o registo soa, de forma tão natural, como um álbum de ... Peter Frampton. As músicas podem não ter o brilho e a dinâmica rock'n roll de outros tempos mas revelam a vivacidade e autenticidade de uma banda rock que procura sobreviver numa nova época, mantendo-se fiel ao formato clássico com duas guitarras elétricas, baixo e bateria. É um trabalho ritmicamente poderoso, a possante bateria de Harry Stinson é um dos pontos marcantes do álbum, enquanto Peter Frampton divide os créditos de composição com o multi-instrumentista Mark Goldenberg através de músicas eficazes e estimulantes, que Frampton depois conclui com a incontornável elegância dos seus solos de guitarra. 

O álbum pode não soar suficientemente moderno para a época mas não é de forma nenhuma uma obra dececionante. Músicas como "Sleepwalk" e "Hearts In The Fire" aproximam-se de alguma contemporaneidade mas não se excedem na tentativa em criar música rock acessível, cumprindo os padrões qualitativos do bom gosto, a que se junta ainda a cativante "Back To Eden", detentora daquela aura que habitualmente "protege" as músicas destinadas a grandes vôos. "I Read The News", "Eye For An Eye", "Don't Think About Me" e "Here Comes Caroline" mantêm-se firmes na solidez da sua estrutura, enquanto "Save Me" ressalta como a composição com a vertente mais comercial do registo e contém mesmo um dos solos de guitarra mais relevantes do registo. "Barbara's Vacation" procura encerrar o registo com alguma exuberância regggae

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